fim de semana lisboeta com portuenses... uma mistura bombástica. tão bombástica que me arruinou a voz. afonia quase total (então à noite é ver-me caladinha que nem um rato).
saudades das amizades. do quotidiano. das gargalhadas às lágrimas...
mostrar-te a cidade, mostrar-me a cidade.
e agora tou aqui, quase sem voz... pareço um miúdo a quem a adolescência apanhou desprevenido...
20 de novembro de 2006
16 de novembro de 2006
autch
sim, autch. autch porque me queimei a fazer café e agora estou de cinco em cinco minutos a correr para o wc para molhar a mão...
e enquanto ando às voltas com textos para refazer, textos para fazer, peças de tv para planear, storyboards para desenhar (que eu desenho tããããão bem!), enquanto ando às voltas com o livro 101 histórias zen (sim, é verdade, leram bem!) de onde tem de sair qualquer coisa (zen obviamente) sobre a longevidade,
enquanto ando às voltas com tudo isto...
passa-se mais uma semana cujas noites me têm custado tanto a passar.
falta-me tranquilidade, falta-me qualquer coisa como paciência. como alguém por perto. como alguém para quem voltar ao fim do dia.
e enquanto ando às voltas com textos para refazer, textos para fazer, peças de tv para planear, storyboards para desenhar (que eu desenho tããããão bem!), enquanto ando às voltas com o livro 101 histórias zen (sim, é verdade, leram bem!) de onde tem de sair qualquer coisa (zen obviamente) sobre a longevidade,
enquanto ando às voltas com tudo isto...
passa-se mais uma semana cujas noites me têm custado tanto a passar.
falta-me tranquilidade, falta-me qualquer coisa como paciência. como alguém por perto. como alguém para quem voltar ao fim do dia.
15 de novembro de 2006
entre nós
You are welcome to Elsinore
Entre nós e as palavras há metal
fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos
morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre
nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças
sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras
de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que
deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,
palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de
Elsenor
E há palavras noturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem
ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras
impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem
todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes
escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras
maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mário Cesariny
tenho-me emparedado de palavras por dizer e de palavras por escrever e de palavras por sentir.
e vi-te. reconheci-te. e tudo brota de mim como se aprendesse agora que tudo se pode dizer e escrever e sentir.
11 de novembro de 2006
everything's perfect from there
want to tell you "i love you" 'cause i really do. want to give you the answers if you ask me to. want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time. leave the boys, leave the girls, leave it all behind... trust your dreams, your thoughts it's a matter of time. run right, run left, just don't look back... take this trip as your first step. because the tears that we wastes only make us blow, why we keep in repeat this antony song "...forgive me ...forgive me"
you know why i tried to be simple, i tried a lie... everything's perfect from there, and you know i need you there.the gift - 645
as emoções todas à flor da pele. e é sempre assim. começa por um aperto no coração, depois fica tudo quieto, como se os poros se dilatassem para ouvir, para ver, para absorver. e depois é como uma avalanche. sempre crescente. sempre maior cuja presença é impossível de ignorar, de prever.
saltar e gritar e cantar ao som da tua voz e saber tudo de cor, como se de mim brotasse a música.
não tenho escrito nada a que chamar meu. e ontem tu disseste-mo sem nunca me teres dirigido a palavra: (escreve-me). ainda não consegui parar. e sentar-me. e escrever(-te).
mas tu cantaste-me.
ver-te ontem foi como uma demolição.
be strong, be weak, be aware
be strong, be weak, be aware
23 de outubro de 2006
news for today

kurt halsey
"we just weren't meant to be together"
"we just weren't meant to be together"
revisito lugares antigos, cujas histórias se podem ouvir apenas por encostar o ouvido à pedra antiga e rugosa que sustêm as casas, as muralhas, os séculos e as décadas que as desgastaram.
e posso ouvir por estes dias a chuva que bate nos vidros da janela.
esteja onde estiver... há dias que te respiram sem que nada mais possa acontecer no mundo. e na capa dos jornais vejo as gordas escreverem: "hoje, nada mais acontece senão tu".
nouvelle vague, bande à part
waves
18 de outubro de 2006
roots
quando vemos que não é este o nosso chão...
quando vemos que estas raízes que pensavamos ter plantado não são afinal tão profundas nem da espécie que pensavamos (pensavamos um sobreiro, saíu-nos um carvalho...).
quando sentimos, quando sabemos (quando o saber se apodera de nós, quando a consciência do que as coisas são nos atinge) que não somos quem pensávamos que éramos. que as pessoas que nos rodeiam não são quem pensávamos que eram....
são raízes que mirram e morrem. na urgência de uma poda eminente.
quando vemos que estas raízes que pensavamos ter plantado não são afinal tão profundas nem da espécie que pensavamos (pensavamos um sobreiro, saíu-nos um carvalho...).
quando sentimos, quando sabemos (quando o saber se apodera de nós, quando a consciência do que as coisas são nos atinge) que não somos quem pensávamos que éramos. que as pessoas que nos rodeiam não são quem pensávamos que eram....
são raízes que mirram e morrem. na urgência de uma poda eminente.
17 de outubro de 2006
simple things
Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.
Nuno Júdice
15 de outubro de 2006
front of
Stop breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing I guess it would disturb
Keep breathing the road is getting long
os dias compassam-se na respiração tranquila de quem nada espera.
enregelo apesar de me estar a mover. enregelo apesar de caminhar decididamente ao encontro da meta que me estabeleci. enregelo e tenho de parar um pouco. um pouco mais cedo. um pouco mais. adormecimento que toma conta de mim. como se de alguma doença tropical se tratasse.
e digo pouco. digo pouco àqueles que me rodeiam e que tão pouco sabem sobre quem eu sou.
mal sabem eles que eu sou tudo. que posso ser tudo. e que em tudo me transformo e me transmuto.
o mundo muda. e eu com ele.
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
the gift, front of
14 de outubro de 2006
sexy... (part II)
speechless -- [noun]: A skimpy piece of lingere 'How will you be defined in the sexual dictionary?' at QuizUniverse.com |
novamente... nem comento o resultado do meu "outro" nome....
sexy jail
speechless will go to jail for ... Setting your partners underwear on fire 'What sexual activity will you go to jail for?' at QuizUniverse.com |
nem queiram saber o resultado que obtive ao pôr o meu nome! ;)
13 de outubro de 2006
thinking of you
estou a pensar em ti. são 3 da manhã e eu penso em ti. e como me apeteceu chegar perto de ti e roçar a minha cara na tua. como me apeteceu pedir-te que me fizesses um movimento de protecção. nem que fosse levares-me prá neve como fazes com os "flavour of the month".
já não me lembrava de ti. passou muito tempo. muito tempo mesmo. o tempo dos verbos e das acções concretas, concretizáveis, já passou.
mas hoje penso em ti e no tempo que passou entre nós. e em todas as palavras, todos os verbos de onde partimos. e agora, o ponto onde estamos, o ponto em que eu sou a pessoa que melhor te conhece sem que isso realmente interesse.sem que isso faça realmente uma diferença. uma qualquer diferença.
ir-me embora não me faz diferença. saber que não nos vamos ver durante muito tempo, não me faz diferença. sinto falta de onde tudo começou. mas não quero nada que não seja meu. nem sequer uma viagem à neve que este "flavour of the month" nunca teve.
é tarde. o pensamento de ti adormece no cansaço tranquilo que me toma.
já não me lembrava de ti. passou muito tempo. muito tempo mesmo. o tempo dos verbos e das acções concretas, concretizáveis, já passou.
mas hoje penso em ti e no tempo que passou entre nós. e em todas as palavras, todos os verbos de onde partimos. e agora, o ponto onde estamos, o ponto em que eu sou a pessoa que melhor te conhece sem que isso realmente interesse.sem que isso faça realmente uma diferença. uma qualquer diferença.
ir-me embora não me faz diferença. saber que não nos vamos ver durante muito tempo, não me faz diferença. sinto falta de onde tudo começou. mas não quero nada que não seja meu. nem sequer uma viagem à neve que este "flavour of the month" nunca teve.
é tarde. o pensamento de ti adormece no cansaço tranquilo que me toma.
test me test me!
| Global Personality Test Results |
| Stability (73%) high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic.. Orderliness (36%) moderately low which suggests you are, at times, overly flexible, improvised, and fun seeking at the expense of reliability, work ethic, and long term accomplishment. Extraversion (63%) moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity. |
personality tests by similarminds.com
8 de outubro de 2006
sarcasmo e ironia....
| You Have Your Sarcastic Moments |
![]() While you're not sarcastic at all times, you definitely have a cynical edge. In your opinion, not all people are annoying. Some are dead! And although you do have your genuine moments, you can't help getting your zingers in. Some people might be a little hurt by your sarcasm, but it's more likely they think you're hilarious. |
true true and more true!
2 de outubro de 2006
human nature
um mapa que me guie. por entre as artes e desastres da natureza humana que me mostra a sua faceta mais crua em dias cheios de chuva. neste outono que veio para ficar... e há esta urgência de me reconhecer como humana... de reconhecer em mim as fronteiras que me separam do resto do mundo. e como elas estão rodeadas de altos e inacessíveis muros... reconhecer-me como sou.
numa aula de biologia, deixar que me dissequem. o coração o fígado o estômago (onde se acumulam os sucos gástricos). e reconhecer-me. sou eu. i'm part of it too...
beck
imagens de "eternal sunshine of the spotless mind"
meet me at montauk
30 de setembro de 2006
waiting room
parece que nunca nos conhecemos. que nunca travamos conhecimento.
é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...
e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.
é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...
e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.
27 de setembro de 2006
interview
amanhã.... assim de repente... a primeira entrevista de emprego... num labirinto de indicações para chegar... num labirinto de emoções....
does anyone know where alcolombal is??
20 de setembro de 2006
traças...
"Sabes o que acontece quando magoamos as pessoas? - disse Ammu. - Quando magoamos as pessoas, elas passam a gostar menos de nós. É isso que as palavras descuidadas fazem. Fazem as pessoas gostarem um pouco menos de nós.
Uma traça fria com tufos dorsais invulgarmente densos aterrou de leve no coração de Rahel. Deixando pele de galinha nos sítios onde as suas pernas geladas lhe tocaram. Seis pêlos arrepiados no coração descuidado de Rahel."
in O Deus das Pequenas Coisas
Arundhati Roy
adoro este livro. quanto mais o leio melhor me sabe, encontro sempre novas coisas... e hoje veio-me à memória esta imagem da traça que aterra no coração de Rahel quando ela é criança para nunca mais levantar vôo.... e ao longo dos tempos, a traça adormece sem que se dê conta dela. e às vezes acorda e espreguiça uma pata, lembrando Rahel da sua presença...
i wish i could write like this...
15 de setembro de 2006
palavras

as palavras que me vêem sempre nem sempre são as mais fáceis.
tenho comprado livros à exaustão e nunca me parecem suficientes. volto a escrever. abro o caderno, que já vai a mais de meio e que guarda em si essências das cores que me pintam os dias, e volto a escrever sem saber muito bem até onde as palavras, nem sempre as mais fáceis, me vão levar.
por vezes, em túneis do metro, rápidos e ritmados... ou a meio de uma caminhada, a meio de um destino, sem que a mão acompanhe os pensamentos que se querem no papel...
as palavras que me vêem nem sempre são as mais fáceis.
como agora me faltam as palavras e as linhas e a tinta para descrever... para te descrever as linhas e as cores e a quantidade de vezes que preciso de te olhar para te absorver...
nem sempre tenho as palavras certas para te dizer...

imagens por nelson d'aires
10 de setembro de 2006
disponível para amar

enquanto o filme passa pelos feixes luminosos que a tv emite... (a mesma tv que veio comigo nesta viagem) lembro-me de ti... numa recordação daquelas que nos vêm quando pousamos a cabeça no ombro do sofá... e lembro-me de como tu te irias rir muito se visses os erros ortográficos que eu tenho encontrado e que é uma piada minha que só tu percebes tão bem... e nesta noite que arrefece e onde a lua cheia se vê tão bem daqui, da minha cama, pela janela deste quarto, desta casa que ainda não me pertence e que eu acho ainda tão estranha... e que não sei se deva começar a amá-la porque a quero deixar ou se devo começar a amá-la em qualquer caso porque o mais provavel será ficar.... e nesta confusão de moradas que troco e confundo, sem encontrar a minha, nesta confusão lembrei-me de ti enquanto o filme passa na tv e o tempo no relógio...
9 de setembro de 2006
OST
n tenho banda sonora para estes dias.... apetece-me música mas não sei o quê..... alguma sugestão?
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