Poema sobre a recusa
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.Maria Teresa Horta
1 de março de 2007
denial
19 de fevereiro de 2007
estou convencida disto
estou convencida disto: que vocês são as melhores pessoas que eu podia ter na minha vida.
que cada vez que eu precisei (e tantas foram as vezes) e de cada vez que não precisei (que tantas foram as vezes), vocês estavam sempre lá. uma corrente invisível que se criava com um simples sinal. um telefonema a uma de nós e uma corrente de apoio invisível se criava entre nós. todas sabemos que isso se passa. todas fingimos que a amiga "precisada" nunca sabe.e eu gosto que isso aconteça.
estou convencida disto: que me injectam sempre a lembrança de quem eu sou quando me esqueço. quando me perco. quando a vida (e as dores de crescimento) me deixa à nora e sem rumo. quando acho que me perdi de mim.
estou convencida disto e de muitas mais coisas indizíveis.
mas hoje precisava de vos dizer isto.
às manas, às meninas, às amigas e aos amigos.
que cada vez que eu precisei (e tantas foram as vezes) e de cada vez que não precisei (que tantas foram as vezes), vocês estavam sempre lá. uma corrente invisível que se criava com um simples sinal. um telefonema a uma de nós e uma corrente de apoio invisível se criava entre nós. todas sabemos que isso se passa. todas fingimos que a amiga "precisada" nunca sabe.e eu gosto que isso aconteça.
estou convencida disto: que me injectam sempre a lembrança de quem eu sou quando me esqueço. quando me perco. quando a vida (e as dores de crescimento) me deixa à nora e sem rumo. quando acho que me perdi de mim.
estou convencida disto e de muitas mais coisas indizíveis.
mas hoje precisava de vos dizer isto.
às manas, às meninas, às amigas e aos amigos.
12 de fevereiro de 2007
just shoot me
agora que o dia quase acaba (ainda faltam 49 minutos!) julgo poder dizer que este foi um dia para esquecer...
começou bem... viagem aveiro-lisboa, céu limpo, estrada aberta e música sempre no ar. de repente, um camião que me ia atropelando (será k não viu o meu boguinhas cor de sangue?).
chego dentro do horário previsto. entrada na cidade suave. até aí tudo bem. chego a casa. e o tormento começa. 45 minutos de voltas e voltinhas à volta da freguesia (literalmente). desisto. vou tentar melhor sorte perto do emprego. meia hora depois desisto. volto para casa. meia hora depois (após inúmeros desesperos e muitas coisas com e*s*t*r*e*l*i*n*h*a*s à mistura e termos não aconselhados a menores de 30 anos) consigo estacionar o boguinhas perto de casa. numa subida. chegadinho à frente para tirar a mala.
penso "vou lá acima pôr isto e volto já para estacionar melhor". o relógio a fazer tic tac a avisar-me que estou atrasada atrasada atrasada para ir trabalhar. volto para baixo apenas para descobrir que tenho o carro trancado por outra carrinha (e eu a trancar outra).
desisto. vou trabalhar.
a meio caminho lembro-me que deixei um casaco no banco de trás. à mostra. agora é tarde demais para voltar a trás. vou trabalhar. começo a ficar preocupada com o boguinhas, com a existência do casaco no banco de trás e com o ter deixado a máquina fotográfica na mala (fogo, como é possível ter-me esquecido!!??)
vou para casa. não há tempo para mais nada. analiso os cenários possíveis: boguinhas rebocado pela polícia. bogas assaltado. ou um mar de vizinhos a tentar perceber de onde veio o carro mais original da rua ;)
chego a casa. carro no lugar :D. animo-me. penso "vou estacioná-lo melhor". quando reparo que,novamente, me trancaram o carro. tiro todos os objectos "furtáveis" do carro. deixo-o ficar. não há mais lugares e se o tentasse tirar havia chatice.
penso: " azar acabou". sento-me a ver tv. cansada. aqueço o jantar. queimo um pouco do jantar. espalho um pouco do jantar pela mesa (mas como é que não acerto no prato??). limpo tudo.
lembro-me que me esqueci de sacar a série da moda que reservo para a minha segunda à noite. vou tratar disso (ainda nem está nos 5%... não é hoje que a vejo).
começo a preparar o almoço de amanhã. resultado: esparguete do mais fininho espalhado por todo o chão da cozinha. água a transbordar da panela.
vinte fósforos depois...
almoço de amanhã feito. não mexo em mais nada. afasto-me devagar de tudo o que possa significar um acidente e venho-me deitar.
o que mais me vai acontecer hoje?!
e ainda hoje é segunda... se isto é indicador de como a semana vai ser...
just shoot me and get it over with!
começou bem... viagem aveiro-lisboa, céu limpo, estrada aberta e música sempre no ar. de repente, um camião que me ia atropelando (será k não viu o meu boguinhas cor de sangue?).
chego dentro do horário previsto. entrada na cidade suave. até aí tudo bem. chego a casa. e o tormento começa. 45 minutos de voltas e voltinhas à volta da freguesia (literalmente). desisto. vou tentar melhor sorte perto do emprego. meia hora depois desisto. volto para casa. meia hora depois (após inúmeros desesperos e muitas coisas com e*s*t*r*e*l*i*n*h*a*s à mistura e termos não aconselhados a menores de 30 anos) consigo estacionar o boguinhas perto de casa. numa subida. chegadinho à frente para tirar a mala.
penso "vou lá acima pôr isto e volto já para estacionar melhor". o relógio a fazer tic tac a avisar-me que estou atrasada atrasada atrasada para ir trabalhar. volto para baixo apenas para descobrir que tenho o carro trancado por outra carrinha (e eu a trancar outra).
desisto. vou trabalhar.
a meio caminho lembro-me que deixei um casaco no banco de trás. à mostra. agora é tarde demais para voltar a trás. vou trabalhar. começo a ficar preocupada com o boguinhas, com a existência do casaco no banco de trás e com o ter deixado a máquina fotográfica na mala (fogo, como é possível ter-me esquecido!!??)
vou para casa. não há tempo para mais nada. analiso os cenários possíveis: boguinhas rebocado pela polícia. bogas assaltado. ou um mar de vizinhos a tentar perceber de onde veio o carro mais original da rua ;)
chego a casa. carro no lugar :D. animo-me. penso "vou estacioná-lo melhor". quando reparo que,novamente, me trancaram o carro. tiro todos os objectos "furtáveis" do carro. deixo-o ficar. não há mais lugares e se o tentasse tirar havia chatice.
penso: " azar acabou". sento-me a ver tv. cansada. aqueço o jantar. queimo um pouco do jantar. espalho um pouco do jantar pela mesa (mas como é que não acerto no prato??). limpo tudo.
lembro-me que me esqueci de sacar a série da moda que reservo para a minha segunda à noite. vou tratar disso (ainda nem está nos 5%... não é hoje que a vejo).
começo a preparar o almoço de amanhã. resultado: esparguete do mais fininho espalhado por todo o chão da cozinha. água a transbordar da panela.
vinte fósforos depois...
almoço de amanhã feito. não mexo em mais nada. afasto-me devagar de tudo o que possa significar um acidente e venho-me deitar.
o que mais me vai acontecer hoje?!
e ainda hoje é segunda... se isto é indicador de como a semana vai ser...
just shoot me and get it over with!
9 de fevereiro de 2007
fun for me
como o fim de semana vai ser a correr.... e como me vai trazer (espero eu) as três coisas que eu quero para os próximos dois dias (fim de semana ;), paz e amizade), aqui tá um som que passa agora no meuPod :D
8 de fevereiro de 2007
green
um ano de "verdinhas" que faz hoje.
e as biqueiras já estão bem mais gastas, a sola bem menos nítida.
têm já muitas histórias para contar. a começar pela que as trouxe até mim, há um ano atrás.
porque é a cor da esperança. e a cor de mais um dia. hora por hora. o relógio marcas as 24 e daqui a nada recomeça a contagem.
daqui a nada recomeça a coragem.
o caminho está sempre adiante. e as "verdinhas" prontas para ele.
e as biqueiras já estão bem mais gastas, a sola bem menos nítida.
têm já muitas histórias para contar. a começar pela que as trouxe até mim, há um ano atrás.
porque é a cor da esperança. e a cor de mais um dia. hora por hora. o relógio marcas as 24 e daqui a nada recomeça a contagem.
daqui a nada recomeça a coragem.
o caminho está sempre adiante. e as "verdinhas" prontas para ele.
6 de fevereiro de 2007
a punch in the stomach
completamente vergada. sem reacção com esta música.
acho que nunca a tinha realmente ouvido.
acho que nunca a tinha realmente ouvido.
accidental babies
i held you like a lover
happy hands
and your elbow in the appropriate place
and we ignored our others' happy plans
for that delicate look upon your face
our bodies moved and hardened
hurting parts of your garden
with no room for a pardon
in a place where no one knows what we have done
do you come
together ever with him?
is he dark enough
enough to see your light?
do you brush your teeth before you kiss?
do you miss my smell?
is he bold enough to take you on?
do you feel like you belong?
does he drive you wild?
or just mildly free?
what about me?
you held me like a lover
sweaty hands
and my foot in the appropriate place
we used cushions to cover happy glands
and the mild issue of our disgrace
our minds pressed and guarded
while our flesh disregarded
the lack of space for the light-hearted
in the boom that beats our drum
and i know i make you cry
i know sometimes you wanna die
but do you really feel alive without me?
if so be free
if not leave him for me
before one of us has
accidental babies
for we are ...
damien rice, 9 crimes
5 de fevereiro de 2007
1 de fevereiro de 2007
no ar

ainda agora me cheirou a ti.
há coisas que não guardei de ti. como encontrar o teu cheiro no que é meu. mas ainda agora me cheirou a ti. não a mel, não a esse sabor. mas ao teu cheiro, ao da tua pele.
a surpresa que foi ter-te reconhecido no ar. mesmo sabendo que não estavas por perto.
(recordo o nosso último encontro e no que ficou por dizer)
25 de janeiro de 2007
cadernos inteiros
"ah mas tu escreves?"
cadernos inteiros de palavras soltas e verbos esconjurados. demasiados espaços em brancos. noites sem um único som. dias cheios de palavras e sons e cheiros e cores diferentes. sensações e sentidos que se afloram no papel, em frente aos meus olhos.
cadernos inteiros de riscos de caneta, alguns quase imperceptíveis. a pressa da tinta perseguindo o pensamento que vai sempre mais à frente.
cadernos inteiros de mímicas. de gestos que são frases inteiras. textos e livros. podia pintar uma cara de pierrot e imobilizar-me (santa catarina, rua augusta, praça da figueira, praça dos clérigos, chiado, cedofeita). pintar uns olhos sobre os meus olhos. outros olhos onde os meus descansam. (é isto que chamam ver o mundo com outros olhos?).
cadernos inteiros de roteiros que me doem nos tendões, nos músculos. pequenos pontos de atracção assinalados, pequenos esquecimentos deixados ao acaso pelas páginas.
sim, escrevo.
cadernos inteiros de quem sou.
cadernos inteiros de palavras soltas e verbos esconjurados. demasiados espaços em brancos. noites sem um único som. dias cheios de palavras e sons e cheiros e cores diferentes. sensações e sentidos que se afloram no papel, em frente aos meus olhos.
cadernos inteiros de riscos de caneta, alguns quase imperceptíveis. a pressa da tinta perseguindo o pensamento que vai sempre mais à frente.
cadernos inteiros de mímicas. de gestos que são frases inteiras. textos e livros. podia pintar uma cara de pierrot e imobilizar-me (santa catarina, rua augusta, praça da figueira, praça dos clérigos, chiado, cedofeita). pintar uns olhos sobre os meus olhos. outros olhos onde os meus descansam. (é isto que chamam ver o mundo com outros olhos?).
cadernos inteiros de roteiros que me doem nos tendões, nos músculos. pequenos pontos de atracção assinalados, pequenos esquecimentos deixados ao acaso pelas páginas.
sim, escrevo.
cadernos inteiros de quem sou.
22 de janeiro de 2007
19 de janeiro de 2007
escala musical
ando a trautear esta música mas na versão portuguesa (quase herbert richard!)...
podia-me dar para pior...
podia-me dar para pior...
17 de janeiro de 2007
10 de janeiro de 2007
start. restart
V amiga, és a maior!
depois de uma longa conversa sobre start e restart. reboot à máquina.
estás pronta? estás mesmo pronta? vamos a isto? aproveitar o reinicio do calendário, o reset no relógio e começar de novo.
esquecer antigos vícios, antigas tricas. começar tudo de novo. como se hoje fosse a primeira vez que nos conhecessemos. escolhamos um momento específico, um sentimento bom. mesmo bom. e partamos daí.
depois de uma longa conversa sobre start e restart. reboot à máquina.
estás pronta? estás mesmo pronta? vamos a isto? aproveitar o reinicio do calendário, o reset no relógio e começar de novo.
esquecer antigos vícios, antigas tricas. começar tudo de novo. como se hoje fosse a primeira vez que nos conhecessemos. escolhamos um momento específico, um sentimento bom. mesmo bom. e partamos daí.
tindersticks
can we start again
can we start again
7 de janeiro de 2007
this has got to stop
o ar aquece nas janelas.
sair de casa. caminhar pela cidade, olhar o azul do céu e as cores tão diferentes de todas as casas.
descobrir que és capaz de um frio de aço, que corta o dia ao meio.
um eléctrico que passa. objectivas duma cidade que se contorna em antigos carris.
estão 18 graus num dia de janeiro. dezoito. assim com todas as letras. os olhares desorientados de quem é de cá. os sorrisos de quem ouviu falar do tempo mediterrânico nesta cidade e veio, maravilhado, experimentar.
sair de casa. caminhar pela cidade, olhar o azul do céu e as cores tão diferentes de todas as casas.
descobrir que és capaz de um frio de aço, que corta o dia ao meio.
um eléctrico que passa. objectivas duma cidade que se contorna em antigos carris.
estão 18 graus num dia de janeiro. dezoito. assim com todas as letras. os olhares desorientados de quem é de cá. os sorrisos de quem ouviu falar do tempo mediterrânico nesta cidade e veio, maravilhado, experimentar.
you can't paint an elephant quite as good as she
damien rica, "elephant", 9.
damien rica, "elephant", 9.
2 de janeiro de 2007
2007
entra um novo ano. e tenho a anunciar que este ano não tenho resoluções determinantes e life changing.
pois é... este ano só quero ser mais e melhor. ter mais tempo para mim e para aquilo que gosto de fazer e, acima de tudo, ser mais organizada e mais aplicada.
e pronto. o tiver de ser será e todas essas frases feitas. não "balancei" 2006 nem o vou fazer.
mas, de qualquer forma, gostei de ver a comunidade cibernauta em acção para este vídeo...
pois é... este ano só quero ser mais e melhor. ter mais tempo para mim e para aquilo que gosto de fazer e, acima de tudo, ser mais organizada e mais aplicada.
e pronto. o tiver de ser será e todas essas frases feitas. não "balancei" 2006 nem o vou fazer.
mas, de qualquer forma, gostei de ver a comunidade cibernauta em acção para este vídeo...
29 de dezembro de 2006
waiting time.
esperar-te. sentar-me tranquilamente enquanto leio um dos livros que trouxe comigo. e esperar-te.
não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.
ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).
e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.
no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.
as ruas que não se esvaziam de gente.
não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.
ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).
e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.
no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.
as ruas que não se esvaziam de gente.
22 de dezembro de 2006
21 de dezembro de 2006
reach
estico a mão.
a tua voz do outro lado. o riso no fundo da garganta, atado num laço daqueles que fazias quando atavas as sapatilhas.
não neva aqui. mas faz frio. por estes dias faz bastante frio. procuro uma música, um cd. e encontro exactamente a música que te quero mostrar. e não existe em mais lado nenhum senão aqui. uma melodia que toca baixinho, a letra quase trauteada a duas vozes.
trauteio as letras que decorei contigo. uma banda sonora que me dá cor ao dia.
está muito frio por aí. mas aqui, quando estico a mão, é verão novamente.
a tua voz do outro lado. o riso no fundo da garganta, atado num laço daqueles que fazias quando atavas as sapatilhas.
não neva aqui. mas faz frio. por estes dias faz bastante frio. procuro uma música, um cd. e encontro exactamente a música que te quero mostrar. e não existe em mais lado nenhum senão aqui. uma melodia que toca baixinho, a letra quase trauteada a duas vozes.
trauteio as letras que decorei contigo. uma banda sonora que me dá cor ao dia.
está muito frio por aí. mas aqui, quando estico a mão, é verão novamente.
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