11 de outubro de 2007
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
ah e tal... diz que é uma espécie de declaração
ora pois concerteza... muito obrigada pela proposta mas eu não costumo aceitar ou sequer considerar propostas anónimas. portanto, este blog tem o seguinte a declarar:
tendo em conta a "rebaldaria" de comentários nos últimos tempos e considerando que os anónimos (exceptuando raras excepções) não se identificaram, após vários apelos, este blog deixa de aceitar, a partir de agora, comentários anónimos. desculpas à amiga .j. que não se gosta de registar (mas que sempre se identifica mas, como deves compreender cara amiga, isto assim é uma vergonha!)
sim que, ah e tal, quero casar contigo é muito lindo mas isso sem identificação, sem anel e sem joelho no chão, não é pedido em condições!
tenho dito!
4 de outubro de 2007
viva la españa

mas ansiosa mesmo a sério ando por isto.... doc anyone!?
28 de setembro de 2007
'cause you're a superstar
24 de setembro de 2007
23 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
forbidden colours
Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.
Fernando Pinto do Amaral
A Escada de Jacob
Assírio & Alvim
13 de setembro de 2007
escritas
sim, deixei de escrever porque dentro de mim já nada há que me peça água ou o sumo de bagos de romã...
e isso nada tem de trágico ou de cómico permanecendo única e apenas um facto do que são agora os meus dias. há outras formas de expressão... e a escrita deixou, pura e simplesmente, de ser uma delas para mim...
li este texto e lembrei-me que, um dia, também eu escrevi algo assim sobre o percurso que a escrita haveria de fazer na minha vida....
Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazerAndré Gide
6 de setembro de 2007
1234
3 de setembro de 2007
24 de agosto de 2007
das tripas coração
Tripeiro natoVocê é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
http://kaser.nsk.pt/puorto.htm
ai que ainda me dá uma saudade caragu! ;)
dig
20 de agosto de 2007
Lourdes de Castro, "sombra projectada de claudine bury"o quadro aqui
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta.
Nem mesmo à despedida foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema.
Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem.
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira.
quando remexemos em papéis e memórias há muito ocultadas pelo passar dos dias... há sempre poemas que nos esperam.
1 de agosto de 2007
30 de julho de 2007
summer people
26 de julho de 2007
ali os dois falando pouco talvez nem uma palavra

e porque esta música me marcou imenso. e me faz recordar um dos melhores tempos da minha vida...
17 de julho de 2007
sem marcha atrás
mais dos donna maria aqui
não tenho histórias para contar.
6 de julho de 2007
woodstock
Which Peanuts Character are You?

You are Woodstock!
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2 de julho de 2007
similar minds
| Advanced Global Personality Test Results
|
personality tests by similarminds.com
Stability results were high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic..
Orderliness results were medium which suggests you are moderately organized, hard working, and reliable while still remaining flexible, efficient, and fun.
Extraversion results were moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.
trait snapshot:
social, outgoing, worry free, optimistic, upbeat, tough, likes large parties, makes friends easily, rarely irritated, open, enjoys leadership, trusting, dominant, thrill seeker, strong, does not like to be alone, assertive, mind over heart, confident, controlling, feels desirable, likes the spotlight, loves food, social chameleon, hard working, concerned about others
28 de junho de 2007
quietly
fizeste-me recordar esta música hoje. não há coincidências.
e, apesar de já aqui ter falado nela, hoje diz-me muito mais coisas...
25 de junho de 2007
"All the pages that are blank all the songs yet to be sung"
as costelas, pulmões, coração. o esterno e a coluna vertebral. a contracção do diafragma num exercício de vida.
de regresso a casa. como se soubesse sempre os trilhos a percorrer.
ruas que ainda têm o meu cheiro, onde o verão já anda no ar, onde a tua fragrância ainda paira no ar.
ruas que reconheço de olhos fechados como que por intuição. o saber vivido, aprendido à custa de muito olhar. de ver, assim com os olhos inteiros como o casario se recorta de encontro ao azul do céu.
She has a home outside this little picture frame
You're not in it and she wants someone to blame
14 de junho de 2007
saint suze, sto antónio e são joão

ora depois de uns dias valentes em saint suze (que é como quem diz, em santa susana) em tropelias com cheirinho a verão, lá fui eu experimentar o santo antónio.
e... temos pena mas foi uma valente desilusão. só barracas de comida (onde se esperou duas horas para comer e mesmo assim com chatices à mistura) e gente a andar de um lado para o outro. para onde iam? o que procuravam? não sei. só sei que, ainda que estivessemos numa festa popular, as pessoas continuavam herméticas... a não ser um encontro imediato com portuenses e com um chico esperto que insistia em pagar cafés a toda a gente enquanto que, num ataque de chico-espertíce, tentava demonstrar que homens e mulheres não podem viver uns sem os outros (olhe que não! olhe que sim! olhe que não!!!)
mas onde estavam os meus bailaricos? a minha animação? o conhecer e falar com gente que não se conhece de parte alguma (que venham os mexicanos e os mouros!!). portanto, meu rico são joão, meu rico manjerico, meu rico martelinho!!
deixem lá o antónio de pernas pró ar e vamos mas é dar um pé ali à alfândega que junho se faz tarde...
5 de junho de 2007
caramel
o doce. caramelo que se derrete lentamente. colado onde a língua toca.
noites que passam num abrir e fechar de olhos. e surpresas. olhar pela objectiva da câmara e encontrar-te tal e qual como os meus olhos te vêem...
29 de maio de 2007
22 de maio de 2007
This is how my heart behaves
que não escrevo. não escrevo mais. canetas que se esquecem por todos os cantos do meu corpo.
palavras que ainda me correm nas veias. as sílabas. os ditongos.
não escrevo mais.
moldo em barro fresco braços e pernas. ombros, pescoços.
a curva da cintura. o peito que se alarga. o osso da clavícula. o queixo. a boca a boca a boca.
textos físicos. sem espaço para orgãos internos. isolados. corpos completos. um dedo ao de leve pelas costas.
primaveras que despertam.
as primeiras ervas. dandelions....
" I’m a stem now
Pushing the drought aside
Opening up"
8 de maio de 2007
dora dorinha ou como todos os pássaros são patos menos o meu
apesar de, segundo a minha cara, todos os pássaros serem patos (muito pouco poético da sua parte, devo-lhe confessar), houve uma clara cedência no meu caso.
e portanto, no caso da dora, da dorinha, a excepção foi feita...e cá voa ela. ainda sulcando o seu lugar, ainda nidificando por dentro.
por estes dias o calor começa a apertar e o corpo solta-se...
30 de abril de 2007
recurring
um passo atrás
dá só um passo atrás. ou dois. para que a distância seja suficiente. para que possamos ver completamente a linha do horizonte. deste horizonte.
espera um pouco. aguarda aquele momento que é o do contacto do sol com a linha que separa o céu do chão. deste chão.
espera só esse momento junto a mim.
é tudo o que te quero pedir.
Estranho é o sono que não te devolve.
Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.Como é
amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.Daniel Faria
de Explicação das Árvores e de Outros Animais
1998
20 de abril de 2007
you're my 645
Want to tell you that I love you because I really do. Want to give you the answers if you ask me to. Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind… Trust your dreams, your thoughts it’s a matter of time. Run right, run left just don’t look back… Take this trip as your first step. Because the tears that we waste only make us blow, why we keep in Repeat this Antony song “forgive me, forgive me”
You know why tried to be simple, I tried a lie… everything is perfect from there, and you know I need you there.
mexe comigo. sei que já tenho um post com este título (pronto... a este propósito)
mas mexe comigo. mexes comigo. puxas-me os cabelos por dentro de mim, tocas-me por dentro e é como se tudo recomeçasse. como se pudesse voltar a acreditar que consigo andar, apesar de estar a cinco centímetros do chão. que posso respirar apesar de me tirares o fôlego.
que me deixo ir e perco o controlo....
i tried to be simple.
but you're my 645.
11 de abril de 2007
5 de abril de 2007
Gatos ao poder!
a ver se não me esqueço de lá passar para me rir muito!

"Mais Imigração.
A melhor maneira de chatear os estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal.
Com os portugueses não vamos lá.
Nacionalismo é parvoíce"
3 de abril de 2007
1 de abril de 2007
eyes wide open
one of us will die inside these arms
(tralálá.... cantarolo.... cuidado com o vidro do monitor)
30 de março de 2007
bits and pieces
subir à mais alta montanha do mundo. o mundo coberto de neve e branco e luz. cair pelas escarpas mais perigosas e mais ocultas
os corpos de todos os outros que tentaram antes de mim. todos juntos agora, soterrados por debaixo da neve fria e branca e luminosa.
longe do alcance de qualquer equipa de resgate. ao sabor das estações do ano, dos degelos, dos picos de calor abrasador, dos primeiros flocos de neve.
um peso morto oculto por debaixo de todas as condições climatéricas. um pedaço irrecuperável.
12 de março de 2007
1 de março de 2007
denial
Poema sobre a recusa
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.Maria Teresa Horta
19 de fevereiro de 2007
estou convencida disto
que cada vez que eu precisei (e tantas foram as vezes) e de cada vez que não precisei (que tantas foram as vezes), vocês estavam sempre lá. uma corrente invisível que se criava com um simples sinal. um telefonema a uma de nós e uma corrente de apoio invisível se criava entre nós. todas sabemos que isso se passa. todas fingimos que a amiga "precisada" nunca sabe.e eu gosto que isso aconteça.
estou convencida disto: que me injectam sempre a lembrança de quem eu sou quando me esqueço. quando me perco. quando a vida (e as dores de crescimento) me deixa à nora e sem rumo. quando acho que me perdi de mim.
estou convencida disto e de muitas mais coisas indizíveis.
mas hoje precisava de vos dizer isto.
às manas, às meninas, às amigas e aos amigos.
12 de fevereiro de 2007
just shoot me
começou bem... viagem aveiro-lisboa, céu limpo, estrada aberta e música sempre no ar. de repente, um camião que me ia atropelando (será k não viu o meu boguinhas cor de sangue?).
chego dentro do horário previsto. entrada na cidade suave. até aí tudo bem. chego a casa. e o tormento começa. 45 minutos de voltas e voltinhas à volta da freguesia (literalmente). desisto. vou tentar melhor sorte perto do emprego. meia hora depois desisto. volto para casa. meia hora depois (após inúmeros desesperos e muitas coisas com e*s*t*r*e*l*i*n*h*a*s à mistura e termos não aconselhados a menores de 30 anos) consigo estacionar o boguinhas perto de casa. numa subida. chegadinho à frente para tirar a mala.
penso "vou lá acima pôr isto e volto já para estacionar melhor". o relógio a fazer tic tac a avisar-me que estou atrasada atrasada atrasada para ir trabalhar. volto para baixo apenas para descobrir que tenho o carro trancado por outra carrinha (e eu a trancar outra).
desisto. vou trabalhar.
a meio caminho lembro-me que deixei um casaco no banco de trás. à mostra. agora é tarde demais para voltar a trás. vou trabalhar. começo a ficar preocupada com o boguinhas, com a existência do casaco no banco de trás e com o ter deixado a máquina fotográfica na mala (fogo, como é possível ter-me esquecido!!??)
vou para casa. não há tempo para mais nada. analiso os cenários possíveis: boguinhas rebocado pela polícia. bogas assaltado. ou um mar de vizinhos a tentar perceber de onde veio o carro mais original da rua ;)
chego a casa. carro no lugar :D. animo-me. penso "vou estacioná-lo melhor". quando reparo que,novamente, me trancaram o carro. tiro todos os objectos "furtáveis" do carro. deixo-o ficar. não há mais lugares e se o tentasse tirar havia chatice.
penso: " azar acabou". sento-me a ver tv. cansada. aqueço o jantar. queimo um pouco do jantar. espalho um pouco do jantar pela mesa (mas como é que não acerto no prato??). limpo tudo.
lembro-me que me esqueci de sacar a série da moda que reservo para a minha segunda à noite. vou tratar disso (ainda nem está nos 5%... não é hoje que a vejo).
começo a preparar o almoço de amanhã. resultado: esparguete do mais fininho espalhado por todo o chão da cozinha. água a transbordar da panela.
vinte fósforos depois...
almoço de amanhã feito. não mexo em mais nada. afasto-me devagar de tudo o que possa significar um acidente e venho-me deitar.
o que mais me vai acontecer hoje?!
e ainda hoje é segunda... se isto é indicador de como a semana vai ser...
just shoot me and get it over with!
9 de fevereiro de 2007
fun for me
8 de fevereiro de 2007
green
e as biqueiras já estão bem mais gastas, a sola bem menos nítida.
têm já muitas histórias para contar. a começar pela que as trouxe até mim, há um ano atrás.
porque é a cor da esperança. e a cor de mais um dia. hora por hora. o relógio marcas as 24 e daqui a nada recomeça a contagem.
daqui a nada recomeça a coragem.
o caminho está sempre adiante. e as "verdinhas" prontas para ele.
6 de fevereiro de 2007
a punch in the stomach
acho que nunca a tinha realmente ouvido.
accidental babies
i held you like a lover
happy hands
and your elbow in the appropriate place
and we ignored our others' happy plans
for that delicate look upon your face
our bodies moved and hardened
hurting parts of your garden
with no room for a pardon
in a place where no one knows what we have done
do you come
together ever with him?
is he dark enough
enough to see your light?
do you brush your teeth before you kiss?
do you miss my smell?
is he bold enough to take you on?
do you feel like you belong?
does he drive you wild?
or just mildly free?
what about me?
you held me like a lover
sweaty hands
and my foot in the appropriate place
we used cushions to cover happy glands
and the mild issue of our disgrace
our minds pressed and guarded
while our flesh disregarded
the lack of space for the light-hearted
in the boom that beats our drum
and i know i make you cry
i know sometimes you wanna die
but do you really feel alive without me?
if so be free
if not leave him for me
before one of us has
accidental babies
for we are ...
damien rice, 9 crimes
5 de fevereiro de 2007
1 de fevereiro de 2007
no ar

ainda agora me cheirou a ti.
há coisas que não guardei de ti. como encontrar o teu cheiro no que é meu. mas ainda agora me cheirou a ti. não a mel, não a esse sabor. mas ao teu cheiro, ao da tua pele.
a surpresa que foi ter-te reconhecido no ar. mesmo sabendo que não estavas por perto.
25 de janeiro de 2007
cadernos inteiros
cadernos inteiros de palavras soltas e verbos esconjurados. demasiados espaços em brancos. noites sem um único som. dias cheios de palavras e sons e cheiros e cores diferentes. sensações e sentidos que se afloram no papel, em frente aos meus olhos.
cadernos inteiros de riscos de caneta, alguns quase imperceptíveis. a pressa da tinta perseguindo o pensamento que vai sempre mais à frente.
cadernos inteiros de mímicas. de gestos que são frases inteiras. textos e livros. podia pintar uma cara de pierrot e imobilizar-me (santa catarina, rua augusta, praça da figueira, praça dos clérigos, chiado, cedofeita). pintar uns olhos sobre os meus olhos. outros olhos onde os meus descansam. (é isto que chamam ver o mundo com outros olhos?).
cadernos inteiros de roteiros que me doem nos tendões, nos músculos. pequenos pontos de atracção assinalados, pequenos esquecimentos deixados ao acaso pelas páginas.
sim, escrevo.
cadernos inteiros de quem sou.
22 de janeiro de 2007
19 de janeiro de 2007
escala musical
podia-me dar para pior...
17 de janeiro de 2007
10 de janeiro de 2007
start. restart
depois de uma longa conversa sobre start e restart. reboot à máquina.
estás pronta? estás mesmo pronta? vamos a isto? aproveitar o reinicio do calendário, o reset no relógio e começar de novo.
esquecer antigos vícios, antigas tricas. começar tudo de novo. como se hoje fosse a primeira vez que nos conhecessemos. escolhamos um momento específico, um sentimento bom. mesmo bom. e partamos daí.
can we start again
7 de janeiro de 2007
this has got to stop
sair de casa. caminhar pela cidade, olhar o azul do céu e as cores tão diferentes de todas as casas.
descobrir que és capaz de um frio de aço, que corta o dia ao meio.
um eléctrico que passa. objectivas duma cidade que se contorna em antigos carris.
estão 18 graus num dia de janeiro. dezoito. assim com todas as letras. os olhares desorientados de quem é de cá. os sorrisos de quem ouviu falar do tempo mediterrânico nesta cidade e veio, maravilhado, experimentar.
damien rica, "elephant", 9.
2 de janeiro de 2007
2007
pois é... este ano só quero ser mais e melhor. ter mais tempo para mim e para aquilo que gosto de fazer e, acima de tudo, ser mais organizada e mais aplicada.
e pronto. o tiver de ser será e todas essas frases feitas. não "balancei" 2006 nem o vou fazer.
mas, de qualquer forma, gostei de ver a comunidade cibernauta em acção para este vídeo...
29 de dezembro de 2006
waiting time.
não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.
ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).
e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.
no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.
as ruas que não se esvaziam de gente.
22 de dezembro de 2006
21 de dezembro de 2006
reach
a tua voz do outro lado. o riso no fundo da garganta, atado num laço daqueles que fazias quando atavas as sapatilhas.
não neva aqui. mas faz frio. por estes dias faz bastante frio. procuro uma música, um cd. e encontro exactamente a música que te quero mostrar. e não existe em mais lado nenhum senão aqui. uma melodia que toca baixinho, a letra quase trauteada a duas vozes.
trauteio as letras que decorei contigo. uma banda sonora que me dá cor ao dia.
está muito frio por aí. mas aqui, quando estico a mão, é verão novamente.
18 de dezembro de 2006
dinner time
e que, no fundo, estavam a precisar de uma "limpeza".
o pó que se acumula nos bibelôs que herdamos de quem nos passa pelos dias. as recordações de dias e viagens. de situações e de olhares. do que tu disseste e do que disse. e de como me olhaste.
o jantar que puxa a palavra na confusão de pratos e comida. de petisco e risos. a sobremesa que puxa a palavra na confissão do que se bebeu e de como se pretende seguir para casa.
e, no fundo, o alívio no peito por ter desarrumado o que estava tão lá atrás, no fundo da prateleira e que se precisava de chegar à frente....
it's dinner time.
14 de dezembro de 2006
9 crimes
damien rice, 9 crimes
olho por cima do ombro. constantemente por cima do ombro...
um par de olhos que se crava nas minhas costas sem que eu os consiga identificar no meio da rua vazia.
13 de dezembro de 2006
12 de dezembro de 2006
stop
enviar-te uma missiva
algo mais que um telegrama ou um telefonema onde a voz dissimula aquilo que não se pode dizer, onde a cabeça manda mais que os olhos.
enviar-te uma missiva que não tenha suporte físico nem restrições, onde possas saber tudo o que fica aqui, no fundo da garganta e que não pode ser dito.
stop.
sem saber parar ao sinal (foi por isso que chumbei no primeiro exame de condução!).
o vermelho sempre me lembrou paixão. nunca restrição.
mas stop.
alguma coisa há-de acontecer. alguma coisa se presta a acontecer.....
9 de dezembro de 2006
isto não é o que parece
é bem mais simples do que possas pensar. é o fim de uma era. pura e simplesmente, é o fim de uma era.
não tenho em minha casa prateleiras suficientes para me poder desarrumar casa fora. encosto os sacos junto à parede. ladeio o caminho com tarefas inacabadas.
saio na procura do inverno que teima em não chegar este ano.
o vento que se levanta frio.
os cabelos brancos em desalinho por cima do quente robe de veludo vermelho-carne.
a tua vida que se cruza comigo no arrastar dos chinelos rosa de felpo. gastos nas pedras que se levantam da calçada e se perdem no meio da rua. o frio que entra pelas fibras do casaco, da camisola, pelos poros de todo o meu corpo, num arrepio braços acima, peito acima.
o teu olhar que não se cruza com o meu. daqui só vejo a insónia cinza de ti, num gesto de protecção que fazes, abraçando o corpo, que se curva no frio que de repente se faz sentir.
8 de dezembro de 2006
azul
mas tu não ouvias nada do que eu tinha para te dizer. nenhuma das minhas palavras novas, das minhas frases novas, das minhas novas construções.
olho o tecto do meu quarto e daqui consigo ver o céu. e apesar da chuva apesar do vento que faz lá fora, daqui consigo ver o azul do céu. a claridade do dia sem nuvens. talvez apenas uma ou duas. brancas. a vaguear no céu.
daqui consigo ver as casas e todas as ruas por onde moro e por onde quero morar. vejo o rio ao fim da rua e as pontes que o atravessam. o eléctrico que chia nos carris, na pressa de chegar a tempo à paragem. subo e desço as ruas de edifícios brancos, públicos, à disposição de quem lhes quiser pertencer.
das coisas que eu tenho para te contar e para te perguntar, nenhuma ficou no mundo.
2 de dezembro de 2006
ah e tal... sou amarela...
| YELLOW |
You are very perceptive and smart. You are clear and to the point and have a great sense of humor. You are always learning and searching for understanding.
28 de novembro de 2006
mário

estação
Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo
a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim
esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier
hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere.
Talvez apareça
Mário Cesariny
morreu ponto
e como tantos outros vírgula não o conheci vírgula a não ser por tudo aquilo que li dele parêntesis e sobre ele fechar parêntesis e por tudo que vi dele vírgula e por tudo que ouvi dele ponto
não estive como o gato vírgula enroscada à porta do cemitério ponto
mas daqui do alto te chamo dois pontos Cesariny exclamação
e tu ainda mais do alto espreitas ponto e sorris-me da vigia ponto

22 de novembro de 2006
taras e manias
e pronto, vejo-me "apanhada" neste spam... então as regras são:
"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
hummm... confesso que tive de pensar muito e muito e muito.... 5 manias?... não sei se consigo 5 mas vamos lá ver...
1) o abre-e-fecha da porta do frigorífico. sim, tinha esse hábito de abrir a porta do frigorífico milhares de vezes ao dia, só para olhar para lá. lol. qual o fascinio? não sei. mas tinha esse hábito! não sei explicar mas era completamente irracional e já o corrigi (sim ni! já não abro e fecho a porta do frigorífico muitas vezes! nem quando estou a cozinhar!)... passo a explicar: abrir a porta do frigorífico era a primeira coisa que fazia mal entrava em casa... não sei de onde veio o hábito mas pegou e ficou... agora, felizmente para a conta da electricidade e para o ambiente, já "despegou"...
2) tenho um bocado a mania de que tudo o me sai das mãos tem de ser o melhor possível. e depois fico irritada quando as coisas não me saem bem... saiam-me da frente quando isso acontece senão... levam com o meu mau humor (e não aconselho a ninguém! ;))
3) tenho a mania de ser paternalista (vá... agora há umas quantas pessoas que me vão "cair em cima" a confirmar isto). mas é verdade. tou a tentar corrigir! mas sou paternalista... é terrível e já me trouxe muitos dissabores mas sou terrivelmente assombrosamente e muitos mais "mentes", paternalista (vá, nesta caso, maternalista :p).
4) tenho a mania de que não sei desenhar e fotografar. mas a verdade é que, não sei desenhar. nem fotografar! lol.
5) tenho a mania de pôr os garfos com os dentes para baixo, quando ponho a mesa e as facas com o bico para baixo quando as ponho no cesto da máquina de lavar... pronto, são manias mesmo! daquelas em que uma pessoa até fica irritada se não vai tudo assim e perde tempo a corrigir as coisas pra ficarem.... "manientas" ;) geralmente, num jantar em casa de amigos, rodeio a mesa, pondo os garfos nessa posição... ou quando me sento num restaurante, é das primeiras coisas (e das mais inconscientes) que faço: ponho o garfo com o dentes virados para baixo.
pronto... foram tiradas a saca-rolhas mas cá estão as manias que me lembro assim de repente....
quem é que vou desafiar? hummmm
o borras de café (a quem quiser pegar no desafio)
a caliypso
o blog das meninas
a rainha das cores (anda lá, actualiza isso)
e a indigo!
tá passada a batata quente!
20 de novembro de 2006
a vida curta nas mangas*
saudades das amizades. do quotidiano. das gargalhadas às lágrimas...
mostrar-te a cidade, mostrar-me a cidade.
e agora tou aqui, quase sem voz... pareço um miúdo a quem a adolescência apanhou desprevenido...
16 de novembro de 2006
autch
e enquanto ando às voltas com textos para refazer, textos para fazer, peças de tv para planear, storyboards para desenhar (que eu desenho tããããão bem!), enquanto ando às voltas com o livro 101 histórias zen (sim, é verdade, leram bem!) de onde tem de sair qualquer coisa (zen obviamente) sobre a longevidade,
enquanto ando às voltas com tudo isto...
passa-se mais uma semana cujas noites me têm custado tanto a passar.
falta-me tranquilidade, falta-me qualquer coisa como paciência. como alguém por perto. como alguém para quem voltar ao fim do dia.
15 de novembro de 2006
entre nós
You are welcome to Elsinore
Entre nós e as palavras há metal
fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos
morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre
nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças
sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras
de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que
deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,
palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de
Elsenor
E há palavras noturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem
ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras
impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem
todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes
escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras
maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mário Cesariny
tenho-me emparedado de palavras por dizer e de palavras por escrever e de palavras por sentir.
e vi-te. reconheci-te. e tudo brota de mim como se aprendesse agora que tudo se pode dizer e escrever e sentir.
11 de novembro de 2006
everything's perfect from there
want to tell you "i love you" 'cause i really do. want to give you the answers if you ask me to. want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time. leave the boys, leave the girls, leave it all behind... trust your dreams, your thoughts it's a matter of time. run right, run left, just don't look back... take this trip as your first step. because the tears that we wastes only make us blow, why we keep in repeat this antony song "...forgive me ...forgive me"
you know why i tried to be simple, i tried a lie... everything's perfect from there, and you know i need you there.the gift - 645
as emoções todas à flor da pele. e é sempre assim. começa por um aperto no coração, depois fica tudo quieto, como se os poros se dilatassem para ouvir, para ver, para absorver. e depois é como uma avalanche. sempre crescente. sempre maior cuja presença é impossível de ignorar, de prever.
saltar e gritar e cantar ao som da tua voz e saber tudo de cor, como se de mim brotasse a música.
não tenho escrito nada a que chamar meu. e ontem tu disseste-mo sem nunca me teres dirigido a palavra: (escreve-me). ainda não consegui parar. e sentar-me. e escrever(-te).
mas tu cantaste-me.
be strong, be weak, be aware
23 de outubro de 2006
news for today

"we just weren't meant to be together"
revisito lugares antigos, cujas histórias se podem ouvir apenas por encostar o ouvido à pedra antiga e rugosa que sustêm as casas, as muralhas, os séculos e as décadas que as desgastaram.
e posso ouvir por estes dias a chuva que bate nos vidros da janela.
esteja onde estiver... há dias que te respiram sem que nada mais possa acontecer no mundo. e na capa dos jornais vejo as gordas escreverem: "hoje, nada mais acontece senão tu".
nouvelle vague, bande à part
waves
18 de outubro de 2006
roots
quando vemos que estas raízes que pensavamos ter plantado não são afinal tão profundas nem da espécie que pensavamos (pensavamos um sobreiro, saíu-nos um carvalho...).
quando sentimos, quando sabemos (quando o saber se apodera de nós, quando a consciência do que as coisas são nos atinge) que não somos quem pensávamos que éramos. que as pessoas que nos rodeiam não são quem pensávamos que eram....
são raízes que mirram e morrem. na urgência de uma poda eminente.
17 de outubro de 2006
simple things
Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.
Nuno Júdice
15 de outubro de 2006
front of
Stop breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing I guess it would disturb
Keep breathing the road is getting long
os dias compassam-se na respiração tranquila de quem nada espera.
enregelo apesar de me estar a mover. enregelo apesar de caminhar decididamente ao encontro da meta que me estabeleci. enregelo e tenho de parar um pouco. um pouco mais cedo. um pouco mais. adormecimento que toma conta de mim. como se de alguma doença tropical se tratasse.
e digo pouco. digo pouco àqueles que me rodeiam e que tão pouco sabem sobre quem eu sou.
mal sabem eles que eu sou tudo. que posso ser tudo. e que em tudo me transformo e me transmuto.
o mundo muda. e eu com ele.
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
the gift, front of
14 de outubro de 2006
sexy... (part II)
speechless -- [noun]: A skimpy piece of lingere 'How will you be defined in the sexual dictionary?' at QuizUniverse.com |
novamente... nem comento o resultado do meu "outro" nome....
sexy jail
speechless will go to jail for ... Setting your partners underwear on fire 'What sexual activity will you go to jail for?' at QuizUniverse.com |
nem queiram saber o resultado que obtive ao pôr o meu nome! ;)
13 de outubro de 2006
thinking of you
já não me lembrava de ti. passou muito tempo. muito tempo mesmo. o tempo dos verbos e das acções concretas, concretizáveis, já passou.
mas hoje penso em ti e no tempo que passou entre nós. e em todas as palavras, todos os verbos de onde partimos. e agora, o ponto onde estamos, o ponto em que eu sou a pessoa que melhor te conhece sem que isso realmente interesse.sem que isso faça realmente uma diferença. uma qualquer diferença.
ir-me embora não me faz diferença. saber que não nos vamos ver durante muito tempo, não me faz diferença. sinto falta de onde tudo começou. mas não quero nada que não seja meu. nem sequer uma viagem à neve que este "flavour of the month" nunca teve.
é tarde. o pensamento de ti adormece no cansaço tranquilo que me toma.
test me test me!
| Global Personality Test Results |
| Stability (73%) high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic.. Orderliness (36%) moderately low which suggests you are, at times, overly flexible, improvised, and fun seeking at the expense of reliability, work ethic, and long term accomplishment. Extraversion (63%) moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity. |
personality tests by similarminds.com
8 de outubro de 2006
sarcasmo e ironia....
| You Have Your Sarcastic Moments |
![]() While you're not sarcastic at all times, you definitely have a cynical edge. In your opinion, not all people are annoying. Some are dead! And although you do have your genuine moments, you can't help getting your zingers in. Some people might be a little hurt by your sarcasm, but it's more likely they think you're hilarious. |
true true and more true!
2 de outubro de 2006
human nature
um mapa que me guie. por entre as artes e desastres da natureza humana que me mostra a sua faceta mais crua em dias cheios de chuva. neste outono que veio para ficar... e há esta urgência de me reconhecer como humana... de reconhecer em mim as fronteiras que me separam do resto do mundo. e como elas estão rodeadas de altos e inacessíveis muros... reconhecer-me como sou.
numa aula de biologia, deixar que me dissequem. o coração o fígado o estômago (onde se acumulam os sucos gástricos). e reconhecer-me. sou eu. i'm part of it too...
beck
imagens de "eternal sunshine of the spotless mind"
30 de setembro de 2006
waiting room
é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...
e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.
27 de setembro de 2006
interview
20 de setembro de 2006
traças...
"Sabes o que acontece quando magoamos as pessoas? - disse Ammu. - Quando magoamos as pessoas, elas passam a gostar menos de nós. É isso que as palavras descuidadas fazem. Fazem as pessoas gostarem um pouco menos de nós.
Uma traça fria com tufos dorsais invulgarmente densos aterrou de leve no coração de Rahel. Deixando pele de galinha nos sítios onde as suas pernas geladas lhe tocaram. Seis pêlos arrepiados no coração descuidado de Rahel."
in O Deus das Pequenas Coisas
Arundhati Roy
adoro este livro. quanto mais o leio melhor me sabe, encontro sempre novas coisas... e hoje veio-me à memória esta imagem da traça que aterra no coração de Rahel quando ela é criança para nunca mais levantar vôo.... e ao longo dos tempos, a traça adormece sem que se dê conta dela. e às vezes acorda e espreguiça uma pata, lembrando Rahel da sua presença...
15 de setembro de 2006
palavras

as palavras que me vêem sempre nem sempre são as mais fáceis.
tenho comprado livros à exaustão e nunca me parecem suficientes. volto a escrever. abro o caderno, que já vai a mais de meio e que guarda em si essências das cores que me pintam os dias, e volto a escrever sem saber muito bem até onde as palavras, nem sempre as mais fáceis, me vão levar.
por vezes, em túneis do metro, rápidos e ritmados... ou a meio de uma caminhada, a meio de um destino, sem que a mão acompanhe os pensamentos que se querem no papel...
as palavras que me vêem nem sempre são as mais fáceis.
como agora me faltam as palavras e as linhas e a tinta para descrever... para te descrever as linhas e as cores e a quantidade de vezes que preciso de te olhar para te absorver...
nem sempre tenho as palavras certas para te dizer...

10 de setembro de 2006
disponível para amar

enquanto o filme passa pelos feixes luminosos que a tv emite... (a mesma tv que veio comigo nesta viagem) lembro-me de ti... numa recordação daquelas que nos vêm quando pousamos a cabeça no ombro do sofá... e lembro-me de como tu te irias rir muito se visses os erros ortográficos que eu tenho encontrado e que é uma piada minha que só tu percebes tão bem... e nesta noite que arrefece e onde a lua cheia se vê tão bem daqui, da minha cama, pela janela deste quarto, desta casa que ainda não me pertence e que eu acho ainda tão estranha... e que não sei se deva começar a amá-la porque a quero deixar ou se devo começar a amá-la em qualquer caso porque o mais provavel será ficar.... e nesta confusão de moradas que troco e confundo, sem encontrar a minha, nesta confusão lembrei-me de ti enquanto o filme passa na tv e o tempo no relógio...
9 de setembro de 2006
OST
4 de setembro de 2006
porto d'abrigo
1 de setembro de 2006
não há riso naquilo que escrevo*
"nada me dói e ninguém bateu à porta. não há riso no dia a dia, e isto nada tem de angustiante ou de literário"al berto
"o medo" (* idem)
este novo estado em que me encontro de uma falsa tranquilidade que de artificial tudo tem e que eu continuo a manter por não saber o que sentir a seguir. sento-me no sofá com os pés contra as pernas, sem nunca tocar o chão. e pego na caneta sem saber o que escrever. deivo umas pingas de tinta mancharem a página em branco e volto a pôr a tampa na caneta. o click que anuncia o fim do discurso. se ficar muito quieta juro que me esqueço de respirar.
25 de agosto de 2006
começar
falta-me tanto do que eu era. tanto do que éramos quando havia gargalhadas. faltam-me as gargalhadas. é isso....
e o verão morre à porta de minha casa.
24 de agosto de 2006
23 de agosto de 2006
(a)braço
olho para as mãos abertas, os braços que se estendem...
falta-me um abraço
17 de agosto de 2006
11 de agosto de 2006
6 de agosto de 2006
1 de agosto de 2006
gifts
há presentes que vêm sem que esperemos. e são os melhores...
e tesouros guardados nas palmas das mãos... às vezes há que abrir as mãos... let go.
27 de julho de 2006
sono...

hoje custou-me a acordar. aliás, hoje recusei-me a acordar durante 20 minutos inteiros (era o limite suportável para não chegar atrasada). mas só me apetece férias, mesmo sabendo que, ao fim de dois dias não sei o que fazer com tanto tempo por minha conta... à vezes acho que corro sérios riscos de me tornar uma workaholic... meto a cara no trabalho e o mundo desaparece. e eu não sou eu. só de manhã, quando o sono me assalta irremediavelmente e eu quero mais um bocadinho (só mais cinco minutos) para dormir profundamente... só aí tenho tempo para me lembrar de mim.
26 de julho de 2006
things i remember
quando este rapaz apareceu a cantar, apareceu-me assim... a preto e branco, a falar do que ele cantava, e do que eu gostava de cantar. apareceu-me assim, simplesmente assim. quando ainda ninguém o conhecia. quando eu ainda não te conhecia. quendo tu e eu éramos entidades diferentes.
nunca soube escrever letras de músicas e tenho pena. porque gostava de saber escrever para que alguém pudesse cantar...
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on
20 de julho de 2006
T r a n s p a r ê n c i a s
venho da praia de um verão em que as ondas rolam redondas e
lisas
sobre o mar sem formar espumas
e os olhos gulosos engolem glaucas e
mornas transparências
goles de azul e verde
fazendo inveja à língua aos
lábios e à goela.
por que me induzes por areias sem águas
ou zonas infestadas de
feras
ou paludes sombrios
ou friagens cíticas
ou mares coagulados
por que me queres nessa terra monstruosa e trágica
onde erram poetas
e mitógrafos
e nada é certo nada claro.
Antonio Cícero(in o carioca - revista de arte e cultura nº 2/ julho e agosto 1996)
13 de julho de 2006
eu e tu costumávamos ser nós
novamente escrevo como há muito não escrevia e ao reler-me não me reconheço. não me gosto.
e o inicio de tudo em três semanas, em contagem decrescente. e um frio no estômago... uma incerteza que dorme comigo...



















