as noites nunca longas o suficiente, quentes o suficiente.
a tua pele nunca foi tão macia como agora, debaixo dos meus dedos. e os meus olhos nunca viram tão fundo como vêem nos teus.
e tudo o que trazíamos connosco, esquecemos no momento em que, numa viagem a terras do oriente, voltámos a cheirar a caril e nas nossas mãos se misturavam os sabores e nomes que eu via enrolarem-se na língua cardamomo, gharam masala, gengibre, tamarino, açafrão e eu lia-te os lábios como se nunca tivesse aprendido a ouvir e tocava-te como se nunca tivesse aprendido a ver.
e imagens e sons que puxam o que de mais fundo existe em mim.
como se sempre tivesses sabido onde nesta casa se abrem portas e janelas.
this is the thing...
apeteces-me voltar a escrever.
23 de outubro de 2007
17 de outubro de 2007
starting now, the wait is over
e ela que namorou com o jeff buckley, que tocou com o rufus wainwright e com o antony...
ela canta... e como canta....
15 de outubro de 2007
11 de outubro de 2007
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
ah e tal... diz que é uma espécie de declaração
"ah e tal quero casar contigo"
ora pois concerteza... muito obrigada pela proposta mas eu não costumo aceitar ou sequer considerar propostas anónimas. portanto, este blog tem o seguinte a declarar:
tendo em conta a "rebaldaria" de comentários nos últimos tempos e considerando que os anónimos (exceptuando raras excepções) não se identificaram, após vários apelos, este blog deixa de aceitar, a partir de agora, comentários anónimos. desculpas à amiga .j. que não se gosta de registar (mas que sempre se identifica mas, como deves compreender cara amiga, isto assim é uma vergonha!)
sim que, ah e tal, quero casar contigo é muito lindo mas isso sem identificação, sem anel e sem joelho no chão, não é pedido em condições!
tenho dito!
ora pois concerteza... muito obrigada pela proposta mas eu não costumo aceitar ou sequer considerar propostas anónimas. portanto, este blog tem o seguinte a declarar:
tendo em conta a "rebaldaria" de comentários nos últimos tempos e considerando que os anónimos (exceptuando raras excepções) não se identificaram, após vários apelos, este blog deixa de aceitar, a partir de agora, comentários anónimos. desculpas à amiga .j. que não se gosta de registar (mas que sempre se identifica mas, como deves compreender cara amiga, isto assim é uma vergonha!)
sim que, ah e tal, quero casar contigo é muito lindo mas isso sem identificação, sem anel e sem joelho no chão, não é pedido em condições!
tenho dito!
4 de outubro de 2007
viva la españa
hoje que é "sexta", e que me afundo em prazos e trabalhos para fazer (e não, não estou a fazer gazeta enquanto escrevo isto), já só penso no fim de semana que começa e dou por mim a ansiar por españa. e eu que nem estava entusiasmada nem seduzida com a ideia, já só penso em tirar fotos e, quem sabe, pensar um pouco no papel.... a ver se sai alguma coisa que interesse...

mas ansiosa mesmo a sério ando por isto.... doc anyone!?

mas ansiosa mesmo a sério ando por isto.... doc anyone!?
28 de setembro de 2007
'cause you're a superstar
24 de setembro de 2007
23 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
forbidden colours
Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.
Fernando Pinto do Amaral
A Escada de Jacob
Assírio & Alvim
my heart has forbidden colours...
13 de setembro de 2007
escritas
na sequência de uma acesa discussão, à hora de jantar, em terras mouriscas...
sim, deixei de escrever porque dentro de mim já nada há que me peça água ou o sumo de bagos de romã...
e isso nada tem de trágico ou de cómico permanecendo única e apenas um facto do que são agora os meus dias. há outras formas de expressão... e a escrita deixou, pura e simplesmente, de ser uma delas para mim...
li este texto e lembrei-me que, um dia, também eu escrevi algo assim sobre o percurso que a escrita haveria de fazer na minha vida....
sim, deixei de escrever porque dentro de mim já nada há que me peça água ou o sumo de bagos de romã...
e isso nada tem de trágico ou de cómico permanecendo única e apenas um facto do que são agora os meus dias. há outras formas de expressão... e a escrita deixou, pura e simplesmente, de ser uma delas para mim...
li este texto e lembrei-me que, um dia, também eu escrevi algo assim sobre o percurso que a escrita haveria de fazer na minha vida....
Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazerAndré Gide
6 de setembro de 2007
1234
ando musical... e o mais incrível neste (além de me pôr bem disposta) é que, ao que paprece, foi gravado num só take... caso pra dizer.... FEIST!
3 de setembro de 2007
24 de agosto de 2007
das tripas coração
Tripeiro natoVocê é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
http://kaser.nsk.pt/puorto.htm
ai que ainda me dá uma saudade caragu! ;)
dig
20 de agosto de 2007
Lourdes de Castro, "sombra projectada de claudine bury"o quadro aqui
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta.
Nem mesmo à despedida foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema.
Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem.
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira.
quando remexemos em papéis e memórias há muito ocultadas pelo passar dos dias... há sempre poemas que nos esperam.
novamente, não é meu... mas não deixa de ser assim...
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