11 de julho de 2008
7 de julho de 2008
3 de julho de 2008
introducing.... london
5 de junho de 2008
13 de maio de 2008
6 de maio de 2008
24 de abril de 2008
love songs
Your Love Song Is |
![]() Sitting, Waiting, Wishing by Jack Johnson "Maybe you've been through this before But it's my first time so please ignore The next few lines cause they're directed at you I can't always be waiting, waiting on you I can't always be playing, playing your fool" You've been waiting for love, and you're not going to wait any longer! |
22 de abril de 2008
ficam-se os anéis, vêm outros dedos
algo que se encosta, se imprime de encontro ao peito. com força. incontornável, algo que me força as costelas.
procuro movimentos comuns. as mãos na água, tornando-as ásperas. inaptas para qualquer gesto afectivo. a água quente sobre as mãos, deixando-as vermelhas de temperatura. os pulsos relaxando, deixando os dedos mais livres para dançar no ar, tecendo frases inteiras, usando os aros das letras como anéis. jóias de família que passaram de geração em geração. toda uma vida exposta nos dedos. anéis que ficam deixando marcas do tempo. noutras mãos, noutros dedos, uma história que não pára de crescer.
8 de abril de 2008
2 de abril de 2008
12 de março de 2008
27 de fevereiro de 2008
19 de fevereiro de 2008
neutral

How evil are you?
então sou neutra... tipo bege ou cinzento? hummm.... interesting...... or maybe not ;)
14 de fevereiro de 2008
15 de janeiro de 2008
ebay day ou a concretização do divórcio
após gargalhadas e lágrimas, amizades e discussões, depois de anos de convívio, peço o divórcio. não foi uma decisão fácil. não foi uma decisão muito pensada, confesso. foi impulsiva até. mas, agora que olho para trás, vejo que os sinais estavam lá. estiveram sempre lá...
afinal de contas, as pessoas mudam... e, aprendi eu, a nokia também. portanto, ao fim de 8 anos de relação (caramba, agora que penso nisso, foi a relação mais duradoura que já tive!!) peço o divórcio. o meu querido nokia (já o quarto espécime) não estava realmente, ao fim de apenas um ano e meio, a corresponder às expectativas que eu tinha para ele. ele eram conversas que ficavam a meio, mensagens que não partiam, que não chegavam... enfim, todo um complot extremamente machista e castrador cujo objectivo, especulo eu, seria isolar-me do mundo e ter-me só para ele.
eu compreendo, sério que compreendo. eu também me quereria só para mim. mas como não sou pessoa de amarras castradoras e do que eu gosto é de falar e comunicar por aí e por acolá, deixei o meu nokinha e vivo agora uma paixão louca e quase assolapada por um samsung. sol de pouca dura, dirão alguns... mas estava realmente a precisar de uma mudança...
já sei que o meu nokinha ficou cheio de ciúmes quando o viu e se viu obrigado a entregar-lhe o meu SIM... mais esguio, mais leve, com um ar fresco e bem maneirinho, nem que o nokinha treinasse todos os dias no ginásio lhe chegaria ao cartão de memória!
portanto, ladies and gentleman, na sua apresentação à sociedade, aí está... o meu brand new (or almost)... u700 ( "u" é de prolongada admiração ;p)
e sim, este foi um ebay day até porque o u700 veio por lá (num leilão fantástico em 4 minutos, pura adrenalina).
mas, não foi um ebay day unicamente por causa do U... não... como bónus, hoje todos os vendedores do ebay decidiram mandar as paneleirices que temos comprado ao longo destes últimos dias. mas a melhor (tirando o U, claro) foi a shoebox do sexo e a cidade. uma verdadeira delícia, pechincha, maravilha que posso riscar da minha wishlist.
portanto, nos próximos dias, se quiserem saber de mim, procurem-me num local onde tenha rede e uns manolo nos pés ;)
3 de janeiro de 2008
not waterproof
"A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro"
Agora é
Manuel António Pina
Poesia Reunida
pouso suavemente as mãos sobre a mesa. o tampo já um pouco áspero.
memórias doutros lugares que quisemos conhecer à exaustão.
num tempo onde havia bastante mais luz, bastante mais frio, bastante mais ruas por conhecer. dentro dum tempo onde o recorte no horizonte era algo tangível.
( Whether you fall
Means nothing at all
It's whether you get up)
hoje há memórias à solta. um aviso logo pela manhã, nas notícias. e assaltam-me realmente memórias de lugares ínfimos cobertos já por espessas heras. o resguardo dos lugares que caem por entre as falhas da memória...
Does it piss you off
That you're not waterproof?
2 de janeiro de 2008
1985 going on 2008
13 de dezembro de 2007
3 de dezembro de 2007
look-a-like
22 de novembro de 2007
"tenho orgulho orgulho em ser uma vaca"
a Tagus lembrou-se de uma nova campanha (brilhante, devo dizer!)
a Tagus decidiu, finalmente, sair do armário. assumiu-se. é verdade. eu sei... eu sei que a marca vai desiludir muitos dos seus consumidores (a mim curiosamente não, que sempre me soube a sabão) mas, finalmente, uma marca neste país assumiu-se. é verdade. a Tagus é hetero. sim. portanto, a partir de agora, não há cá misturas. a gayzada que vá beber a outras marcas (que as outras marcas agradecem). a Tagus é só pra gente hetero. aliás, como há poucos sites de engate, a Tagus leva a promoção mais além e cria um "Hi Hetero", um site assumidamente de engate heterossexual.
eu já estou a imaginar as hordes de heteros que, até hoje, sempre estiveram enclausuradas no armário, a respirar de alívio e gritar "agora sim, posso-me assumir!". eu realmente concordo. muitos amigos meus são heteros. e sempre me perguntavam "mas aonde hei-de ir para encontrar gente hetero, como eu!?" agora sei o que lhes responder...
lágrimas de felicidade correrão, cara abaixo de todos os meus amigos hetero que, finalmente, se podem manifestar... (o link na imagem)

bom, de qualquer forma, tenho uma triste notícia a dar à Tagus... expressar o orgulho de se ser como se é, não é novidade...
na rua sésamo já ensinavam isso... ou quem não se lembra da vaca que tinha.... "orgulho orgulho em ser uma vaca"!?
20 de novembro de 2007
8 de novembro de 2007
london, madrid ou barcelona
25 de outubro de 2007
quizz time
| You Are Most Like Carrie! |
![]() You're quirky, flirty, and every guy's perfect first date. But can the guy in question live up to your romantic ideal? It's tough for you to find the right match - you're more than a little picky. Never fear... You've got a great group of friends and a great closet of clothes, no matter what! Romantic prediction: You'll fall for someone this year... Totally different from any guy you've dated. |
23 de outubro de 2007
dias claros
a tua pele nunca foi tão macia como agora, debaixo dos meus dedos. e os meus olhos nunca viram tão fundo como vêem nos teus.
e tudo o que trazíamos connosco, esquecemos no momento em que, numa viagem a terras do oriente, voltámos a cheirar a caril e nas nossas mãos se misturavam os sabores e nomes que eu via enrolarem-se na língua cardamomo, gharam masala, gengibre, tamarino, açafrão e eu lia-te os lábios como se nunca tivesse aprendido a ouvir e tocava-te como se nunca tivesse aprendido a ver.
e imagens e sons que puxam o que de mais fundo existe em mim.
como se sempre tivesses sabido onde nesta casa se abrem portas e janelas.
this is the thing...
apeteces-me voltar a escrever.
17 de outubro de 2007
starting now, the wait is over
e ela que namorou com o jeff buckley, que tocou com o rufus wainwright e com o antony...
ela canta... e como canta....
15 de outubro de 2007
11 de outubro de 2007
9 de outubro de 2007
8 de outubro de 2007
ah e tal... diz que é uma espécie de declaração
ora pois concerteza... muito obrigada pela proposta mas eu não costumo aceitar ou sequer considerar propostas anónimas. portanto, este blog tem o seguinte a declarar:
tendo em conta a "rebaldaria" de comentários nos últimos tempos e considerando que os anónimos (exceptuando raras excepções) não se identificaram, após vários apelos, este blog deixa de aceitar, a partir de agora, comentários anónimos. desculpas à amiga .j. que não se gosta de registar (mas que sempre se identifica mas, como deves compreender cara amiga, isto assim é uma vergonha!)
sim que, ah e tal, quero casar contigo é muito lindo mas isso sem identificação, sem anel e sem joelho no chão, não é pedido em condições!
tenho dito!
4 de outubro de 2007
viva la españa

mas ansiosa mesmo a sério ando por isto.... doc anyone!?
28 de setembro de 2007
'cause you're a superstar
24 de setembro de 2007
23 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
forbidden colours
Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.
Fernando Pinto do Amaral
A Escada de Jacob
Assírio & Alvim
13 de setembro de 2007
escritas
sim, deixei de escrever porque dentro de mim já nada há que me peça água ou o sumo de bagos de romã...
e isso nada tem de trágico ou de cómico permanecendo única e apenas um facto do que são agora os meus dias. há outras formas de expressão... e a escrita deixou, pura e simplesmente, de ser uma delas para mim...
li este texto e lembrei-me que, um dia, também eu escrevi algo assim sobre o percurso que a escrita haveria de fazer na minha vida....
Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazerAndré Gide
6 de setembro de 2007
1234
3 de setembro de 2007
24 de agosto de 2007
das tripas coração
Tripeiro natoVocê é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
http://kaser.nsk.pt/puorto.htm
ai que ainda me dá uma saudade caragu! ;)
dig
20 de agosto de 2007
Lourdes de Castro, "sombra projectada de claudine bury"o quadro aqui
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta.
Nem mesmo à despedida foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema.
Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem.
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira.
quando remexemos em papéis e memórias há muito ocultadas pelo passar dos dias... há sempre poemas que nos esperam.
1 de agosto de 2007
30 de julho de 2007
summer people
26 de julho de 2007
ali os dois falando pouco talvez nem uma palavra

e porque esta música me marcou imenso. e me faz recordar um dos melhores tempos da minha vida...
17 de julho de 2007
sem marcha atrás
mais dos donna maria aqui
não tenho histórias para contar.
6 de julho de 2007
woodstock
Which Peanuts Character are You?

You are Woodstock!
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2 de julho de 2007
similar minds
| Advanced Global Personality Test Results
|
personality tests by similarminds.com
Stability results were high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic..
Orderliness results were medium which suggests you are moderately organized, hard working, and reliable while still remaining flexible, efficient, and fun.
Extraversion results were moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.
trait snapshot:
social, outgoing, worry free, optimistic, upbeat, tough, likes large parties, makes friends easily, rarely irritated, open, enjoys leadership, trusting, dominant, thrill seeker, strong, does not like to be alone, assertive, mind over heart, confident, controlling, feels desirable, likes the spotlight, loves food, social chameleon, hard working, concerned about others
28 de junho de 2007
quietly
fizeste-me recordar esta música hoje. não há coincidências.
e, apesar de já aqui ter falado nela, hoje diz-me muito mais coisas...
25 de junho de 2007
"All the pages that are blank all the songs yet to be sung"
as costelas, pulmões, coração. o esterno e a coluna vertebral. a contracção do diafragma num exercício de vida.
de regresso a casa. como se soubesse sempre os trilhos a percorrer.
ruas que ainda têm o meu cheiro, onde o verão já anda no ar, onde a tua fragrância ainda paira no ar.
ruas que reconheço de olhos fechados como que por intuição. o saber vivido, aprendido à custa de muito olhar. de ver, assim com os olhos inteiros como o casario se recorta de encontro ao azul do céu.
She has a home outside this little picture frame
You're not in it and she wants someone to blame
14 de junho de 2007
saint suze, sto antónio e são joão

ora depois de uns dias valentes em saint suze (que é como quem diz, em santa susana) em tropelias com cheirinho a verão, lá fui eu experimentar o santo antónio.
e... temos pena mas foi uma valente desilusão. só barracas de comida (onde se esperou duas horas para comer e mesmo assim com chatices à mistura) e gente a andar de um lado para o outro. para onde iam? o que procuravam? não sei. só sei que, ainda que estivessemos numa festa popular, as pessoas continuavam herméticas... a não ser um encontro imediato com portuenses e com um chico esperto que insistia em pagar cafés a toda a gente enquanto que, num ataque de chico-espertíce, tentava demonstrar que homens e mulheres não podem viver uns sem os outros (olhe que não! olhe que sim! olhe que não!!!)
mas onde estavam os meus bailaricos? a minha animação? o conhecer e falar com gente que não se conhece de parte alguma (que venham os mexicanos e os mouros!!). portanto, meu rico são joão, meu rico manjerico, meu rico martelinho!!
deixem lá o antónio de pernas pró ar e vamos mas é dar um pé ali à alfândega que junho se faz tarde...
5 de junho de 2007
caramel
o doce. caramelo que se derrete lentamente. colado onde a língua toca.
noites que passam num abrir e fechar de olhos. e surpresas. olhar pela objectiva da câmara e encontrar-te tal e qual como os meus olhos te vêem...
29 de maio de 2007
22 de maio de 2007
This is how my heart behaves
que não escrevo. não escrevo mais. canetas que se esquecem por todos os cantos do meu corpo.
palavras que ainda me correm nas veias. as sílabas. os ditongos.
não escrevo mais.
moldo em barro fresco braços e pernas. ombros, pescoços.
a curva da cintura. o peito que se alarga. o osso da clavícula. o queixo. a boca a boca a boca.
textos físicos. sem espaço para orgãos internos. isolados. corpos completos. um dedo ao de leve pelas costas.
primaveras que despertam.
as primeiras ervas. dandelions....
" I’m a stem now
Pushing the drought aside
Opening up"
8 de maio de 2007
dora dorinha ou como todos os pássaros são patos menos o meu
apesar de, segundo a minha cara, todos os pássaros serem patos (muito pouco poético da sua parte, devo-lhe confessar), houve uma clara cedência no meu caso.
e portanto, no caso da dora, da dorinha, a excepção foi feita...e cá voa ela. ainda sulcando o seu lugar, ainda nidificando por dentro.
por estes dias o calor começa a apertar e o corpo solta-se...
30 de abril de 2007
recurring
um passo atrás
dá só um passo atrás. ou dois. para que a distância seja suficiente. para que possamos ver completamente a linha do horizonte. deste horizonte.
espera um pouco. aguarda aquele momento que é o do contacto do sol com a linha que separa o céu do chão. deste chão.
espera só esse momento junto a mim.
é tudo o que te quero pedir.
Estranho é o sono que não te devolve.
Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.Como é
amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.Daniel Faria
de Explicação das Árvores e de Outros Animais
1998
20 de abril de 2007
you're my 645
Want to tell you that I love you because I really do. Want to give you the answers if you ask me to. Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind… Trust your dreams, your thoughts it’s a matter of time. Run right, run left just don’t look back… Take this trip as your first step. Because the tears that we waste only make us blow, why we keep in Repeat this Antony song “forgive me, forgive me”
You know why tried to be simple, I tried a lie… everything is perfect from there, and you know I need you there.
mexe comigo. sei que já tenho um post com este título (pronto... a este propósito)
mas mexe comigo. mexes comigo. puxas-me os cabelos por dentro de mim, tocas-me por dentro e é como se tudo recomeçasse. como se pudesse voltar a acreditar que consigo andar, apesar de estar a cinco centímetros do chão. que posso respirar apesar de me tirares o fôlego.
que me deixo ir e perco o controlo....
i tried to be simple.
but you're my 645.
11 de abril de 2007
5 de abril de 2007
Gatos ao poder!
a ver se não me esqueço de lá passar para me rir muito!

"Mais Imigração.
A melhor maneira de chatear os estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal.
Com os portugueses não vamos lá.
Nacionalismo é parvoíce"
3 de abril de 2007
1 de abril de 2007
eyes wide open
one of us will die inside these arms
(tralálá.... cantarolo.... cuidado com o vidro do monitor)
30 de março de 2007
bits and pieces
subir à mais alta montanha do mundo. o mundo coberto de neve e branco e luz. cair pelas escarpas mais perigosas e mais ocultas
os corpos de todos os outros que tentaram antes de mim. todos juntos agora, soterrados por debaixo da neve fria e branca e luminosa.
longe do alcance de qualquer equipa de resgate. ao sabor das estações do ano, dos degelos, dos picos de calor abrasador, dos primeiros flocos de neve.
um peso morto oculto por debaixo de todas as condições climatéricas. um pedaço irrecuperável.
12 de março de 2007
1 de março de 2007
denial
Poema sobre a recusa
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.Maria Teresa Horta
19 de fevereiro de 2007
estou convencida disto
que cada vez que eu precisei (e tantas foram as vezes) e de cada vez que não precisei (que tantas foram as vezes), vocês estavam sempre lá. uma corrente invisível que se criava com um simples sinal. um telefonema a uma de nós e uma corrente de apoio invisível se criava entre nós. todas sabemos que isso se passa. todas fingimos que a amiga "precisada" nunca sabe.e eu gosto que isso aconteça.
estou convencida disto: que me injectam sempre a lembrança de quem eu sou quando me esqueço. quando me perco. quando a vida (e as dores de crescimento) me deixa à nora e sem rumo. quando acho que me perdi de mim.
estou convencida disto e de muitas mais coisas indizíveis.
mas hoje precisava de vos dizer isto.
às manas, às meninas, às amigas e aos amigos.
12 de fevereiro de 2007
just shoot me
começou bem... viagem aveiro-lisboa, céu limpo, estrada aberta e música sempre no ar. de repente, um camião que me ia atropelando (será k não viu o meu boguinhas cor de sangue?).
chego dentro do horário previsto. entrada na cidade suave. até aí tudo bem. chego a casa. e o tormento começa. 45 minutos de voltas e voltinhas à volta da freguesia (literalmente). desisto. vou tentar melhor sorte perto do emprego. meia hora depois desisto. volto para casa. meia hora depois (após inúmeros desesperos e muitas coisas com e*s*t*r*e*l*i*n*h*a*s à mistura e termos não aconselhados a menores de 30 anos) consigo estacionar o boguinhas perto de casa. numa subida. chegadinho à frente para tirar a mala.
penso "vou lá acima pôr isto e volto já para estacionar melhor". o relógio a fazer tic tac a avisar-me que estou atrasada atrasada atrasada para ir trabalhar. volto para baixo apenas para descobrir que tenho o carro trancado por outra carrinha (e eu a trancar outra).
desisto. vou trabalhar.
a meio caminho lembro-me que deixei um casaco no banco de trás. à mostra. agora é tarde demais para voltar a trás. vou trabalhar. começo a ficar preocupada com o boguinhas, com a existência do casaco no banco de trás e com o ter deixado a máquina fotográfica na mala (fogo, como é possível ter-me esquecido!!??)
vou para casa. não há tempo para mais nada. analiso os cenários possíveis: boguinhas rebocado pela polícia. bogas assaltado. ou um mar de vizinhos a tentar perceber de onde veio o carro mais original da rua ;)
chego a casa. carro no lugar :D. animo-me. penso "vou estacioná-lo melhor". quando reparo que,novamente, me trancaram o carro. tiro todos os objectos "furtáveis" do carro. deixo-o ficar. não há mais lugares e se o tentasse tirar havia chatice.
penso: " azar acabou". sento-me a ver tv. cansada. aqueço o jantar. queimo um pouco do jantar. espalho um pouco do jantar pela mesa (mas como é que não acerto no prato??). limpo tudo.
lembro-me que me esqueci de sacar a série da moda que reservo para a minha segunda à noite. vou tratar disso (ainda nem está nos 5%... não é hoje que a vejo).
começo a preparar o almoço de amanhã. resultado: esparguete do mais fininho espalhado por todo o chão da cozinha. água a transbordar da panela.
vinte fósforos depois...
almoço de amanhã feito. não mexo em mais nada. afasto-me devagar de tudo o que possa significar um acidente e venho-me deitar.
o que mais me vai acontecer hoje?!
e ainda hoje é segunda... se isto é indicador de como a semana vai ser...
just shoot me and get it over with!
9 de fevereiro de 2007
fun for me
8 de fevereiro de 2007
green
e as biqueiras já estão bem mais gastas, a sola bem menos nítida.
têm já muitas histórias para contar. a começar pela que as trouxe até mim, há um ano atrás.
porque é a cor da esperança. e a cor de mais um dia. hora por hora. o relógio marcas as 24 e daqui a nada recomeça a contagem.
daqui a nada recomeça a coragem.
o caminho está sempre adiante. e as "verdinhas" prontas para ele.
6 de fevereiro de 2007
a punch in the stomach
acho que nunca a tinha realmente ouvido.
accidental babies
i held you like a lover
happy hands
and your elbow in the appropriate place
and we ignored our others' happy plans
for that delicate look upon your face
our bodies moved and hardened
hurting parts of your garden
with no room for a pardon
in a place where no one knows what we have done
do you come
together ever with him?
is he dark enough
enough to see your light?
do you brush your teeth before you kiss?
do you miss my smell?
is he bold enough to take you on?
do you feel like you belong?
does he drive you wild?
or just mildly free?
what about me?
you held me like a lover
sweaty hands
and my foot in the appropriate place
we used cushions to cover happy glands
and the mild issue of our disgrace
our minds pressed and guarded
while our flesh disregarded
the lack of space for the light-hearted
in the boom that beats our drum
and i know i make you cry
i know sometimes you wanna die
but do you really feel alive without me?
if so be free
if not leave him for me
before one of us has
accidental babies
for we are ...
damien rice, 9 crimes
5 de fevereiro de 2007
1 de fevereiro de 2007
no ar

ainda agora me cheirou a ti.
há coisas que não guardei de ti. como encontrar o teu cheiro no que é meu. mas ainda agora me cheirou a ti. não a mel, não a esse sabor. mas ao teu cheiro, ao da tua pele.
a surpresa que foi ter-te reconhecido no ar. mesmo sabendo que não estavas por perto.
25 de janeiro de 2007
cadernos inteiros
cadernos inteiros de palavras soltas e verbos esconjurados. demasiados espaços em brancos. noites sem um único som. dias cheios de palavras e sons e cheiros e cores diferentes. sensações e sentidos que se afloram no papel, em frente aos meus olhos.
cadernos inteiros de riscos de caneta, alguns quase imperceptíveis. a pressa da tinta perseguindo o pensamento que vai sempre mais à frente.
cadernos inteiros de mímicas. de gestos que são frases inteiras. textos e livros. podia pintar uma cara de pierrot e imobilizar-me (santa catarina, rua augusta, praça da figueira, praça dos clérigos, chiado, cedofeita). pintar uns olhos sobre os meus olhos. outros olhos onde os meus descansam. (é isto que chamam ver o mundo com outros olhos?).
cadernos inteiros de roteiros que me doem nos tendões, nos músculos. pequenos pontos de atracção assinalados, pequenos esquecimentos deixados ao acaso pelas páginas.
sim, escrevo.
cadernos inteiros de quem sou.
22 de janeiro de 2007
19 de janeiro de 2007
escala musical
podia-me dar para pior...
17 de janeiro de 2007
10 de janeiro de 2007
start. restart
depois de uma longa conversa sobre start e restart. reboot à máquina.
estás pronta? estás mesmo pronta? vamos a isto? aproveitar o reinicio do calendário, o reset no relógio e começar de novo.
esquecer antigos vícios, antigas tricas. começar tudo de novo. como se hoje fosse a primeira vez que nos conhecessemos. escolhamos um momento específico, um sentimento bom. mesmo bom. e partamos daí.
can we start again
7 de janeiro de 2007
this has got to stop
sair de casa. caminhar pela cidade, olhar o azul do céu e as cores tão diferentes de todas as casas.
descobrir que és capaz de um frio de aço, que corta o dia ao meio.
um eléctrico que passa. objectivas duma cidade que se contorna em antigos carris.
estão 18 graus num dia de janeiro. dezoito. assim com todas as letras. os olhares desorientados de quem é de cá. os sorrisos de quem ouviu falar do tempo mediterrânico nesta cidade e veio, maravilhado, experimentar.
damien rica, "elephant", 9.
2 de janeiro de 2007
2007
pois é... este ano só quero ser mais e melhor. ter mais tempo para mim e para aquilo que gosto de fazer e, acima de tudo, ser mais organizada e mais aplicada.
e pronto. o tiver de ser será e todas essas frases feitas. não "balancei" 2006 nem o vou fazer.
mas, de qualquer forma, gostei de ver a comunidade cibernauta em acção para este vídeo...
29 de dezembro de 2006
waiting time.
não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.
ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).
e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.
no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.
as ruas que não se esvaziam de gente.
22 de dezembro de 2006
21 de dezembro de 2006
reach
a tua voz do outro lado. o riso no fundo da garganta, atado num laço daqueles que fazias quando atavas as sapatilhas.
não neva aqui. mas faz frio. por estes dias faz bastante frio. procuro uma música, um cd. e encontro exactamente a música que te quero mostrar. e não existe em mais lado nenhum senão aqui. uma melodia que toca baixinho, a letra quase trauteada a duas vozes.
trauteio as letras que decorei contigo. uma banda sonora que me dá cor ao dia.
está muito frio por aí. mas aqui, quando estico a mão, é verão novamente.
18 de dezembro de 2006
dinner time
e que, no fundo, estavam a precisar de uma "limpeza".
o pó que se acumula nos bibelôs que herdamos de quem nos passa pelos dias. as recordações de dias e viagens. de situações e de olhares. do que tu disseste e do que disse. e de como me olhaste.
o jantar que puxa a palavra na confusão de pratos e comida. de petisco e risos. a sobremesa que puxa a palavra na confissão do que se bebeu e de como se pretende seguir para casa.
e, no fundo, o alívio no peito por ter desarrumado o que estava tão lá atrás, no fundo da prateleira e que se precisava de chegar à frente....
it's dinner time.
14 de dezembro de 2006
9 crimes
damien rice, 9 crimes
olho por cima do ombro. constantemente por cima do ombro...
um par de olhos que se crava nas minhas costas sem que eu os consiga identificar no meio da rua vazia.
13 de dezembro de 2006
12 de dezembro de 2006
stop
enviar-te uma missiva
algo mais que um telegrama ou um telefonema onde a voz dissimula aquilo que não se pode dizer, onde a cabeça manda mais que os olhos.
enviar-te uma missiva que não tenha suporte físico nem restrições, onde possas saber tudo o que fica aqui, no fundo da garganta e que não pode ser dito.
stop.
sem saber parar ao sinal (foi por isso que chumbei no primeiro exame de condução!).
o vermelho sempre me lembrou paixão. nunca restrição.
mas stop.
alguma coisa há-de acontecer. alguma coisa se presta a acontecer.....
9 de dezembro de 2006
isto não é o que parece
é bem mais simples do que possas pensar. é o fim de uma era. pura e simplesmente, é o fim de uma era.
não tenho em minha casa prateleiras suficientes para me poder desarrumar casa fora. encosto os sacos junto à parede. ladeio o caminho com tarefas inacabadas.
saio na procura do inverno que teima em não chegar este ano.
o vento que se levanta frio.
os cabelos brancos em desalinho por cima do quente robe de veludo vermelho-carne.
a tua vida que se cruza comigo no arrastar dos chinelos rosa de felpo. gastos nas pedras que se levantam da calçada e se perdem no meio da rua. o frio que entra pelas fibras do casaco, da camisola, pelos poros de todo o meu corpo, num arrepio braços acima, peito acima.
o teu olhar que não se cruza com o meu. daqui só vejo a insónia cinza de ti, num gesto de protecção que fazes, abraçando o corpo, que se curva no frio que de repente se faz sentir.
8 de dezembro de 2006
azul
mas tu não ouvias nada do que eu tinha para te dizer. nenhuma das minhas palavras novas, das minhas frases novas, das minhas novas construções.
olho o tecto do meu quarto e daqui consigo ver o céu. e apesar da chuva apesar do vento que faz lá fora, daqui consigo ver o azul do céu. a claridade do dia sem nuvens. talvez apenas uma ou duas. brancas. a vaguear no céu.
daqui consigo ver as casas e todas as ruas por onde moro e por onde quero morar. vejo o rio ao fim da rua e as pontes que o atravessam. o eléctrico que chia nos carris, na pressa de chegar a tempo à paragem. subo e desço as ruas de edifícios brancos, públicos, à disposição de quem lhes quiser pertencer.
das coisas que eu tenho para te contar e para te perguntar, nenhuma ficou no mundo.
2 de dezembro de 2006
ah e tal... sou amarela...
| YELLOW |
You are very perceptive and smart. You are clear and to the point and have a great sense of humor. You are always learning and searching for understanding.
28 de novembro de 2006
mário

estação
Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo
a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim
esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier
hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere.
Talvez apareça
Mário Cesariny
morreu ponto
e como tantos outros vírgula não o conheci vírgula a não ser por tudo aquilo que li dele parêntesis e sobre ele fechar parêntesis e por tudo que vi dele vírgula e por tudo que ouvi dele ponto
não estive como o gato vírgula enroscada à porta do cemitério ponto
mas daqui do alto te chamo dois pontos Cesariny exclamação
e tu ainda mais do alto espreitas ponto e sorris-me da vigia ponto

22 de novembro de 2006
taras e manias
e pronto, vejo-me "apanhada" neste spam... então as regras são:
"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
hummm... confesso que tive de pensar muito e muito e muito.... 5 manias?... não sei se consigo 5 mas vamos lá ver...
1) o abre-e-fecha da porta do frigorífico. sim, tinha esse hábito de abrir a porta do frigorífico milhares de vezes ao dia, só para olhar para lá. lol. qual o fascinio? não sei. mas tinha esse hábito! não sei explicar mas era completamente irracional e já o corrigi (sim ni! já não abro e fecho a porta do frigorífico muitas vezes! nem quando estou a cozinhar!)... passo a explicar: abrir a porta do frigorífico era a primeira coisa que fazia mal entrava em casa... não sei de onde veio o hábito mas pegou e ficou... agora, felizmente para a conta da electricidade e para o ambiente, já "despegou"...
2) tenho um bocado a mania de que tudo o me sai das mãos tem de ser o melhor possível. e depois fico irritada quando as coisas não me saem bem... saiam-me da frente quando isso acontece senão... levam com o meu mau humor (e não aconselho a ninguém! ;))
3) tenho a mania de ser paternalista (vá... agora há umas quantas pessoas que me vão "cair em cima" a confirmar isto). mas é verdade. tou a tentar corrigir! mas sou paternalista... é terrível e já me trouxe muitos dissabores mas sou terrivelmente assombrosamente e muitos mais "mentes", paternalista (vá, nesta caso, maternalista :p).
4) tenho a mania de que não sei desenhar e fotografar. mas a verdade é que, não sei desenhar. nem fotografar! lol.
5) tenho a mania de pôr os garfos com os dentes para baixo, quando ponho a mesa e as facas com o bico para baixo quando as ponho no cesto da máquina de lavar... pronto, são manias mesmo! daquelas em que uma pessoa até fica irritada se não vai tudo assim e perde tempo a corrigir as coisas pra ficarem.... "manientas" ;) geralmente, num jantar em casa de amigos, rodeio a mesa, pondo os garfos nessa posição... ou quando me sento num restaurante, é das primeiras coisas (e das mais inconscientes) que faço: ponho o garfo com o dentes virados para baixo.
pronto... foram tiradas a saca-rolhas mas cá estão as manias que me lembro assim de repente....
quem é que vou desafiar? hummmm
o borras de café (a quem quiser pegar no desafio)
a caliypso
o blog das meninas
a rainha das cores (anda lá, actualiza isso)
e a indigo!
tá passada a batata quente!
20 de novembro de 2006
a vida curta nas mangas*
saudades das amizades. do quotidiano. das gargalhadas às lágrimas...
mostrar-te a cidade, mostrar-me a cidade.
e agora tou aqui, quase sem voz... pareço um miúdo a quem a adolescência apanhou desprevenido...





























