quando a saudade é um verbo
2 de julho de 2012
23 de junho de 2012
1 de junho de 2012
empurra-me contra a parede branca. tapa-me a boca com força enquanto te puxo para mim. não deixes que te murmure obscenidades susceptíveis de serem ouvidas do outro lado da porta fechada. a camisa rasga por onde te agarro. mordes-me em resposta. guias a minha mão numa imposição, viras-me do avesso e libertas-me das regras.
penso por momentos quem estará, ignorante, do lado de lá desta parede. empurro-te de seguida, num jogo cujas regras nunca discutimos e que aprendemos a jogar numa outra vida.
penso por momentos quem estará, ignorante, do lado de lá desta parede. empurro-te de seguida, num jogo cujas regras nunca discutimos e que aprendemos a jogar numa outra vida.
guardo ainda na boca o sabor do teu corpo
28 de maio de 2012
um arrepio que me percorre. iluminar-te por dentro com a surpresa que é a minha pele. os dedos que me percorrem. o contraste entre as duas peles. e o mistério que é o teu sentir. como fechas os olhos e jogas a cabeça para trás quando te toco aqui. e aqui. as mãos que agarram os lençóis. cerras os dentes. mordo-te aqui para que ainda saibas amanhã por onde estive.
traço no teu corpo um mapa exacto, marco o norte para que saiba sempre o sentido certo da migração dos pássaros.
descobrir de novo aquele sítio secreto que é o fim do teu pescoço, o início dos teus ombros...
3 de maio de 2012
the first time
a primeira vez que te escrevi não sabia que te ia escrever sempre. que, a partir do momento em que pus no papel o teu nome, te inscrevi em todas as páginas que li e todas aquelas que viria a ler. que, cada vez que pegaria numa caneta, as letras do teu nome se desenhariam no ar, antes da tinta tocar o papel.
também não sabia que, se te tocasse, o que há de humano em mim morreria e que te tornarias num animal que me habita. que não me deixarias mais dormir nem sossegar. que os meus dias deixariam de ter noites e que a luz constante passaria a torturar-me o sono.
também não sabia que, se te tocasse, o que há de humano em mim morreria e que te tornarias num animal que me habita. que não me deixarias mais dormir nem sossegar. que os meus dias deixariam de ter noites e que a luz constante passaria a torturar-me o sono.
que as palavras voltariam a transbordar como se nunca me tivessem deixado.
16 de abril de 2012
ter duas vidas. ser o fantasma de mim própria e habitar duas cidades tão diferentes.
conto os segundos que passam pela arritmia cardíaca que se instalou no meu peito. há papéis que represento a custo e os diálogos parecem-me dessincronizados. a tua boca mexe mas dela não sai qualquer som.
as tuas palavras chegam-me quando já estou sentada no metro e sigo pela cidade subterrânea. e não adiantam nada porque já estás longe de onde estou. porque vais sempre dois passos à minha frente...
i broke it and i can't fix it.
conto os segundos que passam pela arritmia cardíaca que se instalou no meu peito. há papéis que represento a custo e os diálogos parecem-me dessincronizados. a tua boca mexe mas dela não sai qualquer som.
as tuas palavras chegam-me quando já estou sentada no metro e sigo pela cidade subterrânea. e não adiantam nada porque já estás longe de onde estou. porque vais sempre dois passos à minha frente...
i broke it and i can't fix it.
9 de abril de 2012
You can get addicted to a certain kind of sadness
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened
And that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger
And that feels so rough
4 de abril de 2012
render-me lentamente a este demónio que vive dentro de mim e me puxa as terminações nervosas com uma só mão. a cabeça inclina-se para trás e uma vertigem percorre o corpo. sussurro-te baixinho o que sei que queres ouvir. a palavra-passe para que deixemos aquilo que nos torna racionais no chão, como trapos velhos. aqui, agora, não há nada que não seja animal.
uma mão que rapidamente me puxa o cabelo, outra que me empurra contra a parede. novamente, a palavra-passe. desta vez olhando-te nos olhos. para que saibas que falo a sério. agarro na tua mão e conduzo-a por mim. sabes demasiado bem a minha cartografia pessoal, sem que nunca me tenhas visitado.
sem hesitações, as palavras certas. o desvendar de um segredo
e uma frase que não encontra o fim
uma mão que rapidamente me puxa o cabelo, outra que me empurra contra a parede. novamente, a palavra-passe. desta vez olhando-te nos olhos. para que saibas que falo a sério. agarro na tua mão e conduzo-a por mim. sabes demasiado bem a minha cartografia pessoal, sem que nunca me tenhas visitado.
sem hesitações, as palavras certas. o desvendar de um segredo
e uma frase que não encontra o fim
30 de março de 2012
29 de março de 2012
escrever III
Sento-me à mesa. É um banco velho este. Obriga a que as costas se curvem com o peso dos minutos. Pões-me um papel à frente. Folha branca, imaculada.
Mas o que não sabes é que a escrita só me acontece quando tenho linhas por onde me coser.
Mas o que não sabes é que a escrita só me acontece quando tenho linhas por onde me coser.
22 de março de 2012
ainda lembro todos os primeiros pormenores. o que tínhamos vestido. a maneira como a cor da minha pele era bastante mais escura. a maneira como estremeceste quando entrei no carro. quase sentindo o teu coração contra o meu peito, apesar de não me teres tocado ainda. apesar de ainda não nos termos abraçado. e o teu olhar. recordo o teu olhar, fugindo do meu, procurando o meu.
ainda sinto todos os primeiros pormenores. a entrada de um prédio, o mármore cinzento, frio nas minhas costas. a tua mão quente, descendo pelas minhas pernas. o que tinha vestido, o que tinhas vestido e o que eu pensava que o futuro me reservava.
ainda sinto todos os primeiros pormenores. a entrada de um prédio, o mármore cinzento, frio nas minhas costas. a tua mão quente, descendo pelas minhas pernas. o que tinha vestido, o que tinhas vestido e o que eu pensava que o futuro me reservava.
3 de fevereiro de 2012
23 de novembro de 2011
Voltar a escrever II
descobrir: que ainda há música dentro de mim. e palavras indizíveis, sem forma definida ainda. palavras à espera de se encontrarem
16 de outubro de 2011
13 de outubro de 2011
se bem te recordas...
houve um dia em que tudo desapareceu. não reconhecias mais o mundo porque nada nele te lembrava de ti. e voltaste a ver tudo pela primeira vez. lentamente, o sangue voltou a correr, urgentemente, pelas veias.
se bem te recordas...
não tens coração que consiga manter o ritmo durante muito tempo. afinal de contas, é um coração que bate devagar. muito devagar.
houve um dia em que tudo desapareceu. não reconhecias mais o mundo porque nada nele te lembrava de ti. e voltaste a ver tudo pela primeira vez. lentamente, o sangue voltou a correr, urgentemente, pelas veias.
se bem te recordas...
não tens coração que consiga manter o ritmo durante muito tempo. afinal de contas, é um coração que bate devagar. muito devagar.
12 de outubro de 2011
com duas pedras na mão
falou-me com duas pedras na mão
eu atirei-lhas de volta
por pouco não lhe rachei a cabeça
parti o vidro duma montra
ficou parecida com uma teia de aranha
chovesse, então, era uma maravilha
veio um polícia e levou-me
bem lhe expliquei a situação
visivelmente não compreendeu
que uma metáfora por vezes
tem consequências pouco legais
multou-me e aconselhou-me
a não reincidir
coisa que fiz logo de seguida
Bénédicte Houart in Aluimentos
eu atirei-lhas de volta
por pouco não lhe rachei a cabeça
parti o vidro duma montra
ficou parecida com uma teia de aranha
chovesse, então, era uma maravilha
veio um polícia e levou-me
bem lhe expliquei a situação
visivelmente não compreendeu
que uma metáfora por vezes
tem consequências pouco legais
multou-me e aconselhou-me
a não reincidir
coisa que fiz logo de seguida
Bénédicte Houart in Aluimentos
24 de setembro de 2011
bird girls can fly
I am a bird girl now
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly
resolução válida para o resto deste ano/início do próximo: ver Antony and the Johnsons em concerto...
17 de setembro de 2011
This is just an introduction
tentas arranjar-te porque sabes como são estas coisas.
passas os dedos pelo cabelo, já desalinhado pelo dia.
as mãos tentam dar a forma original à roupa já cansada do corpo, avalias-te ao espelho. cuidadosamente. sabes que trouxeste o perfume. aquele que está quase no fim, que a crise da carteira te obriga a racionares.
mas isto vai valer a pena.
apesar de ser apenas uma introdução. mas tu sabes como são estas coisas: momentos sempre melhores do que os do dia-a-dia. a adrenalina começa a correr. devagar ao princípio.
pressentes um arrepio, um pequeno tremor no lábio e é aí que sabes: "this is not just an introduction"
passas os dedos pelo cabelo, já desalinhado pelo dia.
as mãos tentam dar a forma original à roupa já cansada do corpo, avalias-te ao espelho. cuidadosamente. sabes que trouxeste o perfume. aquele que está quase no fim, que a crise da carteira te obriga a racionares.
mas isto vai valer a pena.
apesar de ser apenas uma introdução. mas tu sabes como são estas coisas: momentos sempre melhores do que os do dia-a-dia. a adrenalina começa a correr. devagar ao princípio.
pressentes um arrepio, um pequeno tremor no lábio e é aí que sabes: "this is not just an introduction"
11 de setembro de 2011
8 de setembro de 2011
Voltar a escrever I
Recomeçar é sempre difícil. Após tantos anos sem escrever, sem saber como abordar a pagina em branco, volto a tirar o caderno da mala, procuro a esferográfica e recomeço. Ao início são apenas pequenos arranques. Pequenas frases soltas que tentam traduzir as imagens que se projectam quando fecho os olhos. Pequenos flashes de informação que me relembram como aqui vim parar hoje. Arrepios que me acompanham e me fazem crer poder estar a ficar doente. Poderá ser apenas a memória intrínseca do corpo. O reconhecimento da aproximação. A mão bem aberta, de encontro ao chão desta cidade que tanto me deu para, mais tarde, reclamar para si.
Um novo sabor na boca que me é familiar. E uma vontade enorme de regressar...
1 de junho de 2011
pontuação

nunca pensei ter este tipo de pontuação na minha vida mas diz que ser "tia" tem destas obrigações... pois é... parece que a vírgula vai passar uma temporada lá em casa e quem me conhece sabe que só mesmo por amor é que eu poderia conviver com um gato. quanto mais durante duas semanas!! mas pronto.... só porque ela é fotogénica, minha "sobrinha" e gosta de livros é que aceitei abrir uma excepção.

vamos ver como é que a coisa corre...
fotos de jbeleza
21 de março de 2011
17 de março de 2011
25 de fevereiro de 2011
Ao ouvir hoje Nuno Júdice veio-me à memória imagens e personagens adolescentes. Ideias, fantasias e ambições mas sobretudo paixões e ilusões e a aprendizagem de que, se não tomarmos a vida pelos colarinhos, ela toma rumos inesperados. Ou, pelo menos, rumos não esperados. Mas penso ainda em como tinha ganas de agarrar pessoas pelos colarinhos (ainda deitei a mão a alguns) mas aí residia o meu erro: querer agarrar colarinhos e não o pulso. Porque toda a gente sabe que, em caso de queda, se deve agarrar pelos pulsos o que quer que nos foge.
15 de dezembro de 2010
18 de novembro de 2010
purgar
1. Limpar, purificar pela eliminação das impurezas ou matérias estranhas.
2. Livrar das impurezas interiores por meio de purgantes ou outros medicamentos.
3. Administrar uma purga.
4. Fig. Livrar.
5. Tornar puro, desembaraçar.
6. Expiar.
7. Evacuar; deitar de si; lançar pus, humores, etc.
8. Tomar um purgante.
16 de novembro de 2010
foi totalmente inesperado. como são todos os choques.
o autocarro estava cheio. a dez metros do sítio onde era suposto parar. na paragem onde parei tantas vezes - para subir a rua inclinada que me levava a tua casa. uma pequena travagem e o choque. a surpresa. corpos projectados para a frente. um grito colectivo para, logo a seguir, dar lugar à indignação.
foi totalmente inesperado.
como são aliás, todos os choques.
horas mais tarde, no regresso a casa, foi como se nada ali se tivesse passado. o pavimento não guardava nenhuma memória do acidente. e, como sempre, surpreendi-me com a efemeridade.
como a minha imagem nos teus olhos.
surpreendentes os choques.
sempre.
9 de novembro de 2010
26 de outubro de 2010
como o corpo guarda a memória de onde se quebrou
não sou só eu... há outros animais que se recolhem para lamber as feridas...
23 de outubro de 2010
sinto-me definhar. não fossem estas pequenas alegrias, a lembrança de alguém que chegou de longe, as amizades que se vão firmando e pensaria que estava sozinha. Apesar de estar.
Sei que estou. E que essa é uma opção.
Deixo de me entender. de querer entender-me. de querer falar.
muito álcool no sangue, é esse o problema destas quase seis horas da manhã...
20 de outubro de 2010
hoje
A única resposta
Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.
Fernando Pinto do Amaral
in A Escada de Jacob
Assírio & Alvim
Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.
Fernando Pinto do Amaral
in A Escada de Jacob
Assírio & Alvim
22 de agosto de 2010
weight
tenho pedras nos bolsos do casaco. sinto-as, não vale a pena negá-lo. e nem toda a corrida do mundo me fará perder o peso que me faz arrastar os pés...
pequenos ataques cardíacos. arritmias de um coração que bate demasiado devagar.
pequenos ataques cardíacos. arritmias de um coração que bate demasiado devagar.
Discover the playlist invincible with Lilly Wood And The Prick
>
26 de julho de 2010
23 de julho de 2010
a casa onde regresso mantém-se intacta. reconstruída que foi, tijolo a tijolo, enquanto o bulício do mundo nos mantinha distraídas.
o regresso era já esperado. os planos que deixámos feitos, em cima da mesa, não mudaram de lugar. traçavas então rectas limpas, sem necessidade de ensaio ou hesitação. havia então em nós a bruma da possibilidade e a nostalgia do futuro.
eu tinha mais palavras para dizer. pedaços de corpo que o tempo se encarregou de esquecer. as minhas palavras sempre pesaram na balança. formas exactas, massas pulsantes de sangue.
afastas a hera que cresceu no caminho de acesso à casa. o horizonte tingiu-se de verde, avançou ao alcance de duas mãos abertas.
o regresso era já esperado. os planos que deixámos feitos, em cima da mesa, não mudaram de lugar. traçavas então rectas limpas, sem necessidade de ensaio ou hesitação. havia então em nós a bruma da possibilidade e a nostalgia do futuro.
eu tinha mais palavras para dizer. pedaços de corpo que o tempo se encarregou de esquecer. as minhas palavras sempre pesaram na balança. formas exactas, massas pulsantes de sangue.
afastas a hera que cresceu no caminho de acesso à casa. o horizonte tingiu-se de verde, avançou ao alcance de duas mãos abertas.
se estenderes o braço, ainda conseguirás sentir o frio dos tijolos contra a pele
12 de julho de 2010
28 de junho de 2010
memórias que irrompem por entre noites, corpos e o rio ali mesmo ao lado. histórias que merecem ser reescritas, revolvidas, revistas à escala apropriada. mesmo que as nossas mãos tenham crescido além do que seria de esperar.
ainda que eu não acredite em segundos encontros...
Rompem de novo aquelas mãos
a membrana da água
a mortalha do mar Cada braçada
agita o coração que pouco a pouco
atravessa o aquário do passado
Relâmpago do corpo - o que procuras
na voragem das ondas?"
in Pena Suspensa, Fernando Pinto do Amaral
14 de abril de 2010
equimoses
o correr da corda pelos dedos: queimaduras de terceiro grau.
mesmo quando a queda era já anunciada. ainda assim... como se prepara o corpo para cair? tenho a certeza de que os bailarinos têm truques para isso. mas nunca pratiquei dança na vida e nunca aprendi a preparar o corpo para as quedas.
mesmo quando a queda era já anunciada. ainda assim... como se prepara o corpo para cair? tenho a certeza de que os bailarinos têm truques para isso. mas nunca pratiquei dança na vida e nunca aprendi a preparar o corpo para as quedas.
23 de fevereiro de 2010
24 de dezembro de 2009
X-time
porque este ano passou demasiado depressa e de repente já é Natal (novamente). porque este ano já estive entre dois países, a estudar, a trabalhar. porque este ano está quase a acabar e eu nem me apercebi (e principalmente porque ainda não fiz uma única compra)...
música para entrar no espírito (ou o espírito entrar)
música para entrar no espírito (ou o espírito entrar)
23 de dezembro de 2009
estávamos a jantar e alguém se sentou ao piano que estava quieto a um canto. eu perguntei-te se conhecias a música e se não achavas que talvez pudesse ser debussy... mas a música não passou dos acordes iniciais... logo veio um segurança que pediu para se parar a música. "já viu!?"- perguntava ele indignado -"e se outras pessoas também tocassem? já é tarde. música ao piano só pelo pianista de serviço e só até às 19h!"
sacrilégio! o rapaz do quiosque que se tinha atrevido no teclado, imediatamente repreendido. imediatamente posto no seu lugar. porque o seu lugar, pelos vistos, não era ali ao piano, tocando debussy enquanto jantávamos...
já viste o que perdemos?
18 de dezembro de 2009
dias portugueses
agora que pareço estar oficialmente de volta, que até já tenho um emprego e tudo... os dias tornam-se mais povoados, com cada vez mais palavras. inglês e português embrulham-se na minha cabeça. nomes, nomes e nomes. e eu que sou terrível a decorar nomes... mas enfim... cá ando eu por uma lisboa chuvosa e cinzenta com ares portuenses (agora até parece que vamos ter aviões a fazer piões por cima do teijo!)...
e uma música que me fez sorrir esta manhã...
e uma música que me fez sorrir esta manhã...
28 de outubro de 2009
oito anos depois
este blog é o 18.º blog português mais antigo ainda em actividade - ainda que a actividade por estas bandas, nos últimos tempos, não tenha sido muita.
podem ver a lista aqui
28 de agosto de 2009
e se um desconhecido te convidasse para jantar? isso era........ Londres
londres tem-se revelado uma surpresa a vários níveis. uma das experiências mais surreais e mais desarmantes é, sem sombra de dúvidas, ser abordada no meio da rua - e atenção, não estamos a falar em situações do género bairro alto onde anda toda a gente na rua à noite a beber um copo e aquilo se transforma num bar ao ar livre mais que um bairro. não, estamos a falar em ser abordada no meio da rua, em plena luz do dia e ser convidada, por exemplo para jantar. a primeira vez fiquei completamente desarmada.
saia tranquilamente do autocarro perto de casa e, enquanto caminhava em direcção a casa, o rapaz que caminhava ao meu lado começou a falar comigo como se fala com um amigo com quem se caminha. "olá, és muito bonita, ah e tal, és de onde? ah e tal, posso-te pagar o jantar amanhã à noite?" foi um bocado surreal até porque quando ele começou a falar comigo, fê-lo de uma forma tão despreocupada que eu nem percebi que aquilo era comigo.
mas isso já foi há uns meses e eu pensei "pronto, tenho de levar com os maluquinhos até em londres!". isso foi há meses...
a semana passada, estava eu num dia de stress e neura (a combinação bombástica dos últimos tempos) com poucas horas de sono, olheiras até aos joelhos, cara de poucos amigos (vocês já sabem como é), phones nos ouvidos, a ouvir Rodrigo Leão, na minha, a ver as pedras da calçada e à procura de um sítio para almoçar quando vejo um rapaz a dar uma corridinha ao meu lado e a fazer-me sinais. lá veio a minha veia latina ao de cima e pensei "olha que giro, alguém que precisa de direcções, vou ser simpática que também gosto quando são simpáticos comigo". pus o melhor sorriso que pude, tirei os phones e diz-me o moço "olá........ desculpa tar-te a seguir mas........... eu sou o stephen......." e encolheu os ombros. tadinho... sério... fiquei com pena dele porque logo de imediato, a minha cara fechou-se e só lhe disse: sorry, i don't have time for this... e, de repente, o moço que me pareceu tão simpático, tão perdido, como se aquilo fosse a primeira vez que ele fazia aquilo endireitou-se e diz-me muito sério, Yes you do. fiquei indignada. olhei para ele e disse, olha, n é por nada mas tou com pressa, tenho sítios onde estar, pessoas pra ver... i'm not interested (o que eu devia ter dito era, i'm NOT that into you mas essas coisas nunca nos vêem à cabeça quando estamos com a neura).
e lá me fui embora, de novo com o rodrigo, deixando para trás o stephen tristonho e indignado porque o raio da gaja que nunca parece europeia e é sempre confundida com libanesa ou sul-americana (há quem diga que tenho ar de peruana mas eu juro que só faço glugluglu debaixo de água!), o deixou assim... especado perante uma tão espectacular abordagem.
a minha questão é: isto é normal? há gente que realmente arranja relações com este tipo de abordagem? ou há quem acredite que arranja relações com este tipo de abordagem? se calhar é uma coisa cultural e eu não percebo...
mas confesso... passado 5 minutos até fiquei com pena do stephen e com vontade de voltar para trás e dizer-lhe... man, desculpa lá, tiveste um azar do caraças que eu tou com uma neurose poderosa... mas não desistas que o ego feminino fica bem-disposto para o resto do dia com uma abordagem dessas... pode ser que alguém entretanto te dê trela mas eu realmente.... i'm just not that into you...
saia tranquilamente do autocarro perto de casa e, enquanto caminhava em direcção a casa, o rapaz que caminhava ao meu lado começou a falar comigo como se fala com um amigo com quem se caminha. "olá, és muito bonita, ah e tal, és de onde? ah e tal, posso-te pagar o jantar amanhã à noite?" foi um bocado surreal até porque quando ele começou a falar comigo, fê-lo de uma forma tão despreocupada que eu nem percebi que aquilo era comigo.
mas isso já foi há uns meses e eu pensei "pronto, tenho de levar com os maluquinhos até em londres!". isso foi há meses...
a semana passada, estava eu num dia de stress e neura (a combinação bombástica dos últimos tempos) com poucas horas de sono, olheiras até aos joelhos, cara de poucos amigos (vocês já sabem como é), phones nos ouvidos, a ouvir Rodrigo Leão, na minha, a ver as pedras da calçada e à procura de um sítio para almoçar quando vejo um rapaz a dar uma corridinha ao meu lado e a fazer-me sinais. lá veio a minha veia latina ao de cima e pensei "olha que giro, alguém que precisa de direcções, vou ser simpática que também gosto quando são simpáticos comigo". pus o melhor sorriso que pude, tirei os phones e diz-me o moço "olá........ desculpa tar-te a seguir mas........... eu sou o stephen......." e encolheu os ombros. tadinho... sério... fiquei com pena dele porque logo de imediato, a minha cara fechou-se e só lhe disse: sorry, i don't have time for this... e, de repente, o moço que me pareceu tão simpático, tão perdido, como se aquilo fosse a primeira vez que ele fazia aquilo endireitou-se e diz-me muito sério, Yes you do. fiquei indignada. olhei para ele e disse, olha, n é por nada mas tou com pressa, tenho sítios onde estar, pessoas pra ver... i'm not interested (o que eu devia ter dito era, i'm NOT that into you mas essas coisas nunca nos vêem à cabeça quando estamos com a neura).
e lá me fui embora, de novo com o rodrigo, deixando para trás o stephen tristonho e indignado porque o raio da gaja que nunca parece europeia e é sempre confundida com libanesa ou sul-americana (há quem diga que tenho ar de peruana mas eu juro que só faço glugluglu debaixo de água!), o deixou assim... especado perante uma tão espectacular abordagem.
a minha questão é: isto é normal? há gente que realmente arranja relações com este tipo de abordagem? ou há quem acredite que arranja relações com este tipo de abordagem? se calhar é uma coisa cultural e eu não percebo...
mas confesso... passado 5 minutos até fiquei com pena do stephen e com vontade de voltar para trás e dizer-lhe... man, desculpa lá, tiveste um azar do caraças que eu tou com uma neurose poderosa... mas não desistas que o ego feminino fica bem-disposto para o resto do dia com uma abordagem dessas... pode ser que alguém entretanto te dê trela mas eu realmente.... i'm just not that into you...
10 de julho de 2009
working table
como sempre, só consigo ser produtiva madrugada dentro.... devo ter um bug, não sei...
portanto, depois de organizar as minhas leituras todas nesse grande programinha que é o Endnote e de as separar por temas (dentro do possível)... era injusto não vos mostrar a minha mesinha de trabalho (.j., nem parece a mesma mesa onde jantaste no outro dia pois não?).

e sim, a mesa está um caos... mas eu também só me organizo no caos... (ah e os lenços de papel é porque acho que tou com a gripe dos porcos!)
portanto, depois de organizar as minhas leituras todas nesse grande programinha que é o Endnote e de as separar por temas (dentro do possível)... era injusto não vos mostrar a minha mesinha de trabalho (.j., nem parece a mesma mesa onde jantaste no outro dia pois não?).

e sim, a mesa está um caos... mas eu também só me organizo no caos... (ah e os lenços de papel é porque acho que tou com a gripe dos porcos!)
2 de julho de 2009
investigate
pois é... ainda estou em terras lusas, às voltas com a minha investigação. quase me sinto uma CSI mas, em vez de um laboratório, ando pelas bibliotecas das universidades portuguesas. o que é um desafio porque nem todas estão abertas a utilizadores externos (o que eu acho incrível mas enfim...).
e cá tou eu, tentando descobrir como é que os portugueses se relacionam com a Internet e com a política online, como é o capital social português e como enrolar isto tudo num lindo novelo ao qual vou chamar "dissertação". lindo, não é?
o que me consola é que, enquanto Londres é assolada por tempestades de Verão por cá o máximo que há é vento ao estilo el niño. e assim custa-me menos o facto de estar fechada em casa ou numa biblioteca o dia inteiro a cabecear de sono... o que me vale é o ipod a soltar música própria para o estudo e sentimentos mais quentes para que isto se vá escrevendo no meu mini computador (que se habituou agora a ser presença constante na minha mala).
isto de fazer uma dissertação tem muito que se lhe diga...
um novo fôlego e vamos lá... mais dois meses e já está...
e cá tou eu, tentando descobrir como é que os portugueses se relacionam com a Internet e com a política online, como é o capital social português e como enrolar isto tudo num lindo novelo ao qual vou chamar "dissertação". lindo, não é?
o que me consola é que, enquanto Londres é assolada por tempestades de Verão por cá o máximo que há é vento ao estilo el niño. e assim custa-me menos o facto de estar fechada em casa ou numa biblioteca o dia inteiro a cabecear de sono... o que me vale é o ipod a soltar música própria para o estudo e sentimentos mais quentes para que isto se vá escrevendo no meu mini computador (que se habituou agora a ser presença constante na minha mala).
isto de fazer uma dissertação tem muito que se lhe diga...
um novo fôlego e vamos lá... mais dois meses e já está...
2 de junho de 2009
I just called to say...
chego hoje aos Portugais. chamadas só depois das 16h. beijos e até já...
I just call to say I love you - Stevie Wonders
I just call to say I love you - Stevie Wonders
25 de maio de 2009
e eu que ainda tinha dúvidas!
.j., r, afinal é tão simples quanto isto! vejam, tomem notas e executem (que é como quem diz, ide e soprai!) :p
8 de maio de 2009
20 de abril de 2009
19 de abril de 2009
cup cakes
7 de abril de 2009
bimba!!!!
eu sei que é moda, que custa os olhos da cara e mais um bocadinho e que há quem ame e quem odeie... eu só digo: eu quero uma bimby! mas não tenho sequer dinheiro para a comprar nem estaria disposta a fazê-lo se o tivesse portanto, resta-me esperar que alguma alma caridosa o faça por mim ou, a solução que eu gostaria mais, ganhar uma bimby num concurso qualquer!
é que a alemã (como uma querida amiga minha, que tem um bicharoco destes, carinhosamente, lhe chama) pica, rala, corta, bate, amassa, mói, tritura, pesa, emulsiona e cozinha (a vapor e sem ele). só não tira cafés porque a nespresso já se encarregou dessa parte e o clooney não ficaria tão sexy com um prato de sopa ou uns bróculos ao vapor como fica com uma chávena de café.
portanto, é torcer por mim rapaziada e esperemos que a bimby não se arme em bimba e me apareça, qual ovinho da páscoa, no meu jardim.
é que a alemã (como uma querida amiga minha, que tem um bicharoco destes, carinhosamente, lhe chama) pica, rala, corta, bate, amassa, mói, tritura, pesa, emulsiona e cozinha (a vapor e sem ele). só não tira cafés porque a nespresso já se encarregou dessa parte e o clooney não ficaria tão sexy com um prato de sopa ou uns bróculos ao vapor como fica com uma chávena de café.
portanto, é torcer por mim rapaziada e esperemos que a bimby não se arme em bimba e me apareça, qual ovinho da páscoa, no meu jardim.
4 de abril de 2009
A Woman's Right to Shoes
em mais um episódio de "ah ah ah, como são os ingleses tão engraçados com os seus costumes"...
aqui, cada vez que alguém visita a casa de um inglês, é, invariavelmente, convidado a descalçar-se à entrada. não só porque muitas das casas têm alcatifa clara no chão mas porque já se tornou num hábito as pessoas descalçarem-se mal entram nos apartamentos. claro que isto quer dizer que se tem de ter muito cuidado com as meias que se usam.
esta noite, por exemplo, recebi um convite para ir a casa de uma amiga jantar. o convite dizia explicitamente "escolham bem as meias para poderem experimentar o novo chão de madeira".
cada vez que me começo a descalçar não consigo deixar de pensar no episódio do sexo e a cidade em que pedem o mesmo à Carrie, para se descalçar, e ela fica sem os sapatos.
e é por isso que eu mico logo qual par eu gostaria de gamar ao sair ;)
aqui, cada vez que alguém visita a casa de um inglês, é, invariavelmente, convidado a descalçar-se à entrada. não só porque muitas das casas têm alcatifa clara no chão mas porque já se tornou num hábito as pessoas descalçarem-se mal entram nos apartamentos. claro que isto quer dizer que se tem de ter muito cuidado com as meias que se usam.
esta noite, por exemplo, recebi um convite para ir a casa de uma amiga jantar. o convite dizia explicitamente "escolham bem as meias para poderem experimentar o novo chão de madeira".
cada vez que me começo a descalçar não consigo deixar de pensar no episódio do sexo e a cidade em que pedem o mesmo à Carrie, para se descalçar, e ela fica sem os sapatos.
e é por isso que eu mico logo qual par eu gostaria de gamar ao sair ;)
19 de fevereiro de 2009
nos ouvidos
para além da cera (:p) anda esta senhora a cantar-me e a fazer-me ter saudades a sério de me perder na noite...
e esta, só para o delírio
e esta, só para o delírio
16 de fevereiro de 2009
amén e ao pai
entre a massa, os cogumelos, o franguinho e as natas acabei de ser alvo de uma tentativa de conversão na minha cozinha.
sim. uma das minhas colegas de casa tentou converter-me (não sei se já referi mas vivo com- ou pelo menos no início do ano era assim, entretanto já houve baixas - duas nigerianas, um sudanês, uma americana e uma espanhola).
do nada, enquanto saía da cozinha, perguntou-me "are you christian?" (por momentos achei que ela também conhecia o meu amigo Christian e ia-lhe dizer que sim, que o conhecia e que ele era um tipo impecável, voluntário, que fazia coisas incríveis pelo mundo fora).
lá lhe disse que sim, tinha sido educada enquanto cristã mas que essa não era uma questão simples nem linear para mim. e lá começou ela a tentar evangelizar-me... isto enquanto eu tomava conta do frango com cogumelos e da massa...
ainda lhe tentei explicar que era uma pessoa demasiado racional para religiosidades mas percebi que lhe ia ferir a sensibilidade, ela que é a única simpática cá em casa...
entre filosofia e dogmas, lá a tranquilizei que um dia, um destes dias iria com ela ouvir o pastor dela (sim sim, havemos de combinar isso!)
e lá vim eu com a minha massinha com franguinho e cogumelos, tudo muito pouco católico, ver o prós e contras sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo...
sim. uma das minhas colegas de casa tentou converter-me (não sei se já referi mas vivo com- ou pelo menos no início do ano era assim, entretanto já houve baixas - duas nigerianas, um sudanês, uma americana e uma espanhola).
do nada, enquanto saía da cozinha, perguntou-me "are you christian?" (por momentos achei que ela também conhecia o meu amigo Christian e ia-lhe dizer que sim, que o conhecia e que ele era um tipo impecável, voluntário, que fazia coisas incríveis pelo mundo fora).
lá lhe disse que sim, tinha sido educada enquanto cristã mas que essa não era uma questão simples nem linear para mim. e lá começou ela a tentar evangelizar-me... isto enquanto eu tomava conta do frango com cogumelos e da massa...
ainda lhe tentei explicar que era uma pessoa demasiado racional para religiosidades mas percebi que lhe ia ferir a sensibilidade, ela que é a única simpática cá em casa...
entre filosofia e dogmas, lá a tranquilizei que um dia, um destes dias iria com ela ouvir o pastor dela (sim sim, havemos de combinar isso!)
e lá vim eu com a minha massinha com franguinho e cogumelos, tudo muito pouco católico, ver o prós e contras sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo...
12 de fevereiro de 2009
cid cid
nunca me senti tão próxima do José Cid.... é só substituir Nova Iorque por Londres....
Cai Neve em Nova Iorque - José Cid
Cai Neve em Nova Iorque - José Cid
11 de fevereiro de 2009
fire alarms (ou como fazer figura de anormal às 6.30 da manhã)
e estava eu preocupada em acordar esta manhã...
seis e meia da manhã, toca o alarme de incêndio... já tinha acontecido uma outra vez (uma simulação) por estas bandas. a coisa dura sempre pouco tempo mas rapidez é essencial portanto calcei umas botas, casaco quente e cachecol e ala que se faz tarde.
tuc tuc tuc, escadinhas abaixo, aí vamos nós...
só que!!!!! the plot thickens.... não há ninguém (como é usual) da residência a esperar-nos.
o alarme continua alegremente a tocar enquanto os responsáveis aparecem, ainda mais abananados que todos nós (se é que é possível!) carro dos bombeiros... enfim.... uma loucura...
nem sequer vou tecer comentários ao facto de termos estado MEIA HORA debaixo de frio londrino (felizmente não chovia)... agora... banho quente, café e embora lá que o dia já espreita... muito menos me vou pronunciar sobre o facto de estarmos todos meio em pijama, meio vestidos (e sim, há pijamas bem feios e fininhos neste frio de Inverno...)

(e sim... o meu pijama tem o Mr. Daydream)
seis e meia da manhã, toca o alarme de incêndio... já tinha acontecido uma outra vez (uma simulação) por estas bandas. a coisa dura sempre pouco tempo mas rapidez é essencial portanto calcei umas botas, casaco quente e cachecol e ala que se faz tarde.
tuc tuc tuc, escadinhas abaixo, aí vamos nós...
só que!!!!! the plot thickens.... não há ninguém (como é usual) da residência a esperar-nos.
o alarme continua alegremente a tocar enquanto os responsáveis aparecem, ainda mais abananados que todos nós (se é que é possível!) carro dos bombeiros... enfim.... uma loucura...
nem sequer vou tecer comentários ao facto de termos estado MEIA HORA debaixo de frio londrino (felizmente não chovia)... agora... banho quente, café e embora lá que o dia já espreita... muito menos me vou pronunciar sobre o facto de estarmos todos meio em pijama, meio vestidos (e sim, há pijamas bem feios e fininhos neste frio de Inverno...)

(e sim... o meu pijama tem o Mr. Daydream)
8 de fevereiro de 2009
maps
Discover Yeah Yeah Yeahs!
e a culpa é dela, que me relembrou o quanto eu adoro esta música (ouvida à exaustão, mouthed à exaustão no autocarro, com o volume no máximo)
2 de fevereiro de 2009
show the snow (or snow? show!)
depois de um óptimo fim de semana sempre a palrar português com a j e o r e a descobrir coisas novas em sítios já tão conhecidos em londres; depois de um fim de semana de galerias e quadros, maravilhas (do mundo e outras), como se poderia finalizar senão com neve?
Começou timidamente a cair durante a tarde. nada que durasse nos cabelos ou nas palmas das mãos. flocos quase invisíveis a redemoinhar ao vento. depois, ao fim da tarde... neve a sério. horas depois, o chão já se começava a cobrir de branco...
e hoje de manhã, apesar dos voos cancelados, da inexistência de autocarros, do metro estar praticamente paralisado... há um manto de branco que cobre londres.
agora recomeçou a nevar. não há quase ninguém nas ruas. ontem há noite, nas ruas desertas, houve lutas de neve, gente a tentar reunir branco suficiente para um boneco de neve e muita gente a tirar fotografias. (as fotos são. a vista do meu quarto ontem à noite e esta manhã...)
28 de janeiro de 2009
os britons
os ingleses desejam bom ano novo apesar de estarmos no fim de janeiro, a toda a gente que não tenham visto entretanto (o que significa que, virtualmente, poderemos estar em agosto e eu arrisco-me a ouvir um "happy new year!" de alguém que não veja há muito).
os ingleses tornam o uso de uma camisola de gola alta (vulgarmente usada em terras lusas, no inverno, com outra camisolinha por baixo) impossível dentro de qualquer edifício.
os ingleses já tinham saudades minhas (e eu deles!)
os ingleses tornam o uso de uma camisola de gola alta (vulgarmente usada em terras lusas, no inverno, com outra camisolinha por baixo) impossível dentro de qualquer edifício.
os ingleses já tinham saudades minhas (e eu deles!)
9 de janeiro de 2009
london london
quase de regresso a londres... e o frio que se faz sentir por aqui parece estar a "empurrar-me" para norte, para o tempo que se faz sentir em terras de sua majestade...
e, parecendo que não, tenho saudades de londres...
vai-me fazer bem regressar...
e, parecendo que não, tenho saudades de londres...
vai-me fazer bem regressar...
26 de dezembro de 2008
ai pai natal...
12 de dezembro de 2008
telegrama
a todos que esperam noticias minhas... finalmente acabei os trabalhos. prometo noticias longas apos este curto intervalo para ir ali ao pub comemorar (ou esquecer... que venha o diabo e escolha!).
3 de dezembro de 2008
30 de novembro de 2008
questão pertinente (desta vez num teclado português)
porque é que, com tanto trabalho para fazer, fiquei doente logo agora?
pior ainda... doente como não estava há anos...
pior ainda... doente como não estava há anos...
24 de novembro de 2008
questao pertinente (num teclado ingles)
porque e que isto so abre DEPOIS de eu ter saido da freguesia, do concelho, do pais?!
para o mes que vem... ai para o mes que vem...
para o mes que vem... ai para o mes que vem...
23 de novembro de 2008
17 de novembro de 2008
13 de novembro de 2008
aaaaaarghhhhh
e o que é que eu faço quando descubro que o damião arroz esteve mesmo ao meu lado a tocar (apesar do concerto ter sido há dois dias e "mesmo ao meu lado" ser uma forma de expressão)???
dou graças que os bilhetes eram 44 tiros de calibre libra...
dou graças que os bilhetes eram 44 tiros de calibre libra...
a vida dos outros
ganhou um óscar e foi um daqueles (há quem diga raros) muito bem ganhos.
fez-me levantar às três da manhã para escrever isto portanto... incrível.
o trailer não lhe faz jus mas realmente,não poderia ser doutra maneira...
fez-me levantar às três da manhã para escrever isto portanto... incrível.
o trailer não lhe faz jus mas realmente,não poderia ser doutra maneira...
8 de novembro de 2008
4 de novembro de 2008
liberdades
cadernos antigos
mãos e pernas
ombros
o suor salgado
ácido na língua
sem que consiga saber
qual destes é o teu e o meu sabor
o teu pé (perfeito)
junto à minha boca quando viro a cabeça
o calcanhar vermelho
a pequena ferida de sapatos novos
o sangue na ponta da língua
o corpo que estremece num ardor
a inspiração entre dentes
espreitas-me entre o amontoado de corpos
mãos e pernas
ombros
sexos
com o teu e o meu sabor
confundíveis
o teu olhar sobre a pele
sobre as curvas de uma cidade
inteira que nos separa
e nos come enquanto respiramos
o calor dos prédios
pintados em cores vivas
o teu calor que não sei
se não será antes o meu
por pernas e braços
e mãos
e ombros.
morde-me aqui
para que me sinta qual destes corpos
é o meu
morde-me com mais força
para que saibas qual destes ombros
é afinal o meu
magoa-me. prende-me.
sussurra-me obscenidades ao ouvido
mostra-me qual destas vidas é afinal a minha.
31 de outubro de 2008
28 de outubro de 2008
batem leve levemente
e foi mesmo assim que eu olhei para fora da janela e vi... que estava a NEVAR!!!! sim, já sei, tenho 25 anos e pareço uma miúda mas nunca tinha visto nevar. neve só na serra da estrela e no chão. mas aqui.... aqui que até nem costuma nevar.... olho para fora da janela quando deixo de ouvir a chuva e o que vejo? flocos brancos e flutuantes.
já fui meter o nariz na rua duas vezes, já escorreguei e liguei a toda a gente que o meu saldo permitiu.
tá a nevar.... :D
Discover Dean Martin!
já fui meter o nariz na rua duas vezes, já escorreguei e liguei a toda a gente que o meu saldo permitiu.

tá a nevar.... :D
Discover Dean Martin!
27 de outubro de 2008
"não compreendo porque nos perdemos se a cada passo te encontro"
"Amo-te tanto que te não sei amar, amo tanto o teu corpo e o que em ti não é o teu corpo que não compreendo porque nos perdemos se a cada passo te encontro, se sempre ao beijar-te beijei mais do que a carne de que és feita, se o nosso casamento definhou de mocidade como outros de velhice, se depois de ti a minha solidão incha do teu cheiro, do entusiasmo dos teus projectos e do redondo das tuas nádegas, se sufoco da ternura de que não consigo falar, aqui neste momento, amor, me despeço e te chamo sabendo que não virás e desejando que venhas do mesmo modo que, como diz Molero, um cego espera os olhos que encomendou pelo correio."
* António Lobo Antunes,
in Memória de Elefante,
publicações Dom Quixote
* António Lobo Antunes,
in Memória de Elefante,
publicações Dom Quixote
leituras passadas que me surpreendem quando menos espero
24 de outubro de 2008
1984 (ou como o Orwell não era um gajo tão original quanto isso)*
*quem não está familiarizado com essa brilhante obra que é o 1984 , que o vá ler que só tem a ganhar!
ora comecemos por Orwell... sou uma fã confessa do 1984 (e do animal farm mas esse, para este post, não risca nada). sempre achei que era um livro emblemático e definitivamente progressista para a época em que foi publicado (1949).
mas, depois de um mês a viver no uk.... orwell, meu caro... já percebo de onde vieram as tuas ideias.
ora esta malta que não tem nem quer ter bilhetes de identidade (a rainha anunciou a introdução deste "método de controlo" em 2005 mas só vão começar a ser emitidos para o ano - decisão que levantou os ânimos e originou uma onda de protestos), tem câmaras em cada esquina, em cada rua, loja, transporte público, edifício, a plaquinha da CCTV lá está, a marcar a sua presença e a relembrar a tudo e todos que estão a ser observados (uma espécie de "sorria, estamos a vê-lo a comprar essa garrafa de rum e um pacote de pensos higiénicos").

e, estes tipos que não querem ser "controlados", têm umas formas geniais de o demonstrar. senão vejamos:
ocasião: tive de abrir uma conta no banco (depois de um mês de resistência)
cenário: depois de ter ido à sucursal errada ("sorry, international students accounts are only handdled in the branch X"), acerto com a sucursal e é-me dada para as mãos uma pasta com dois livrinhos que, segundo a senhora, tenho de preencher enquanto espero. e eis perguntas tão simples e "rotineiras" como "de onde vem o dinheiro com que vai abrir a conta?", "os próximos depósitos que proveniência terão?", "quanto dinheiro espera movimentar nesta conta durante o espaço de um ano?"... faltou apenas perguntarem-me se gostava de soutiens com ou sem almofadinhas e se quando era pequena a minha mãe me amamentou até ao primeiro ano.
mas lá preencho tudinho. sou chamada e comento com a gestora de conta que estava a tentar não abrir uma conta cá ao que ela se ri e diz "in the uk? impossible to live without an uk account". a senhora informa-me então dos meus deveres para com o banco e diz-me para voltar no dia seguinte, para me abrir então a conta.
e perguntam vocês, mas não foi na hora? não. não foi na hora. mais, sou ainda informada que, como sou estudante internacional, tenho de iniciar a conta com o dobro do dinheiro necessário do que se fosse inglesa. ou seja, por exemplo, em portugal precisamos de 100 euros para abrir uma conta... imaginem que eu aqui precisaria de 200 (que não é o valor... nem de perto nem de longe! lol) mas não preciso de dinheiro para abrir uma conta... apenas para a activar.
parece um contra-senso? parece. mas segundo os senhores não... ora vejamos.... eu abri uma conta sim senhora. já tenho um número atribuído e tudo. mas, para que esta esteja "activa", ou seja, para que possa fazer movimentações de dinheiro, preciso de lá por dinheiro E AINDA... de ligar/mandar sms/passar pela gestora a avisá-la de que o fiz. senão ela não me manda um cartão de débito.
ok... mas podiam ser só os bancos, certo? errado... senão vejamos: próxima paragem, british library.
ocasião: fazer-me "leitora" da biblioteca (vulgo arranjar o cartãozinho para entrar - sim que para entrar nas salas de leitura/chegar aos livros, é preciso um cartão)
cenário: british library, com 14 milhões de livros e muitos milhares doutras delícias do género (isto depois de ter aberto a minha carteira à entrada e ter deixado o senhor segurança olhar lá para dentro - para a próxima meto lá uma máscara sado-maso ou coisa do género)
ora chego e digo à menina que me quero fazer leitora. pergunta ela "para quê?" resposta óbvia "to see the books!". pergunta-me se tenho documentos comigo. respondo que sim. ok, diz ela, então vá ali para aqueles computadores e procure na nossa base de dados os livros que quer procurar. faça uma lista com os títulos e com os números das prateleiras e volte aqui.
ai o camandro, penso eu, então não vou poder ver tudo? então e se eu quiser livros diferentes!?
bom, mas lá fui pesquisar "uns três", como ela me disse.
volto à menina que me manda para outro pc fazer o registo como nova leitora. e o que me pergunta o pc? pois como me chamo, sim senhora, pergunta. mas também me pergunta quais os propósitos da minha visita (estive tentada a responder "quero aprender a fazer bombas caseiras"), qual a minha universidade, o que andava lá a fazer, quando começou e quando vai acabar o meu tempo por lá, etc etc etc... depois deu-me um número e mandou-me esperar.
um senhor chama-me, tira-me uma foto e pergunta-me pelos livros que eu queria ver. e lá percebi, aquilo é para guiarem as pessoas directamente aos departamentos que lhes interessam e explicarem os códigos que aparecem. menos mal!
explica-me ainda ele... "quando cá vier, tem de descer até ao bengaleiro e deixar os casacos lá. se vier com mochila ou carteira, tem uns cacifos onde pode deixar tudo. tem lápis?" pergunta idiota, pensam vocês... mas não! porque, explica-me ele, "na british library não podem entrar canetas! apenas lápis e computadores portáteis". devo ter feito uma cara assustada porque ele acrescentou logo em seguida "não se preocupe, temos uns sacos de plástico junto aos cacifos para que possa levar tudo consigo para cima!". ah bom, pensei eu, se têm sacos plásticos fico bem mais descansada!
portanto, só com estes exemplos... orwell meu caro... não foi precisa muita imaginação para a mania da perseguição/controlo/observação...
estes ingleses dão cabo de mim (e aposto que os gajos que vêm a cctv aqui da residência já sabem o meu tamanho de calças e tudo!)
ora comecemos por Orwell... sou uma fã confessa do 1984 (e do animal farm mas esse, para este post, não risca nada). sempre achei que era um livro emblemático e definitivamente progressista para a época em que foi publicado (1949).
mas, depois de um mês a viver no uk.... orwell, meu caro... já percebo de onde vieram as tuas ideias.
ora esta malta que não tem nem quer ter bilhetes de identidade (a rainha anunciou a introdução deste "método de controlo" em 2005 mas só vão começar a ser emitidos para o ano - decisão que levantou os ânimos e originou uma onda de protestos), tem câmaras em cada esquina, em cada rua, loja, transporte público, edifício, a plaquinha da CCTV lá está, a marcar a sua presença e a relembrar a tudo e todos que estão a ser observados (uma espécie de "sorria, estamos a vê-lo a comprar essa garrafa de rum e um pacote de pensos higiénicos").

e, estes tipos que não querem ser "controlados", têm umas formas geniais de o demonstrar. senão vejamos:
ocasião: tive de abrir uma conta no banco (depois de um mês de resistência)
cenário: depois de ter ido à sucursal errada ("sorry, international students accounts are only handdled in the branch X"), acerto com a sucursal e é-me dada para as mãos uma pasta com dois livrinhos que, segundo a senhora, tenho de preencher enquanto espero. e eis perguntas tão simples e "rotineiras" como "de onde vem o dinheiro com que vai abrir a conta?", "os próximos depósitos que proveniência terão?", "quanto dinheiro espera movimentar nesta conta durante o espaço de um ano?"... faltou apenas perguntarem-me se gostava de soutiens com ou sem almofadinhas e se quando era pequena a minha mãe me amamentou até ao primeiro ano.
mas lá preencho tudinho. sou chamada e comento com a gestora de conta que estava a tentar não abrir uma conta cá ao que ela se ri e diz "in the uk? impossible to live without an uk account". a senhora informa-me então dos meus deveres para com o banco e diz-me para voltar no dia seguinte, para me abrir então a conta.
e perguntam vocês, mas não foi na hora? não. não foi na hora. mais, sou ainda informada que, como sou estudante internacional, tenho de iniciar a conta com o dobro do dinheiro necessário do que se fosse inglesa. ou seja, por exemplo, em portugal precisamos de 100 euros para abrir uma conta... imaginem que eu aqui precisaria de 200 (que não é o valor... nem de perto nem de longe! lol) mas não preciso de dinheiro para abrir uma conta... apenas para a activar.
parece um contra-senso? parece. mas segundo os senhores não... ora vejamos.... eu abri uma conta sim senhora. já tenho um número atribuído e tudo. mas, para que esta esteja "activa", ou seja, para que possa fazer movimentações de dinheiro, preciso de lá por dinheiro E AINDA... de ligar/mandar sms/passar pela gestora a avisá-la de que o fiz. senão ela não me manda um cartão de débito.
ok... mas podiam ser só os bancos, certo? errado... senão vejamos: próxima paragem, british library.
ocasião: fazer-me "leitora" da biblioteca (vulgo arranjar o cartãozinho para entrar - sim que para entrar nas salas de leitura/chegar aos livros, é preciso um cartão)
cenário: british library, com 14 milhões de livros e muitos milhares doutras delícias do género (isto depois de ter aberto a minha carteira à entrada e ter deixado o senhor segurança olhar lá para dentro - para a próxima meto lá uma máscara sado-maso ou coisa do género)
ora chego e digo à menina que me quero fazer leitora. pergunta ela "para quê?" resposta óbvia "to see the books!". pergunta-me se tenho documentos comigo. respondo que sim. ok, diz ela, então vá ali para aqueles computadores e procure na nossa base de dados os livros que quer procurar. faça uma lista com os títulos e com os números das prateleiras e volte aqui.
ai o camandro, penso eu, então não vou poder ver tudo? então e se eu quiser livros diferentes!?
bom, mas lá fui pesquisar "uns três", como ela me disse.
volto à menina que me manda para outro pc fazer o registo como nova leitora. e o que me pergunta o pc? pois como me chamo, sim senhora, pergunta. mas também me pergunta quais os propósitos da minha visita (estive tentada a responder "quero aprender a fazer bombas caseiras"), qual a minha universidade, o que andava lá a fazer, quando começou e quando vai acabar o meu tempo por lá, etc etc etc... depois deu-me um número e mandou-me esperar.
um senhor chama-me, tira-me uma foto e pergunta-me pelos livros que eu queria ver. e lá percebi, aquilo é para guiarem as pessoas directamente aos departamentos que lhes interessam e explicarem os códigos que aparecem. menos mal!
explica-me ainda ele... "quando cá vier, tem de descer até ao bengaleiro e deixar os casacos lá. se vier com mochila ou carteira, tem uns cacifos onde pode deixar tudo. tem lápis?" pergunta idiota, pensam vocês... mas não! porque, explica-me ele, "na british library não podem entrar canetas! apenas lápis e computadores portáteis". devo ter feito uma cara assustada porque ele acrescentou logo em seguida "não se preocupe, temos uns sacos de plástico junto aos cacifos para que possa levar tudo consigo para cima!". ah bom, pensei eu, se têm sacos plásticos fico bem mais descansada!
portanto, só com estes exemplos... orwell meu caro... não foi precisa muita imaginação para a mania da perseguição/controlo/observação...
estes ingleses dão cabo de mim (e aposto que os gajos que vêm a cctv aqui da residência já sabem o meu tamanho de calças e tudo!)
16 de outubro de 2008
Hyde Park, esquilos e Outono
hoje foi dia de passeio (é o que dá ter visitas por perto). Hyde Park e os esquilos (confesso que, a primeira vez que vi um esquilo em Londres foi até perto da minha universidade e fiquei tão histérica que não sabia se havia de ir à aula se fotografar o esquilo - escolhi a aula... já estava atrasada e eles aqui não brincam em serviço!).
uma coisa que me maravilha aqui é o outono... e eu que nunca gostei de estações intermédias, descubro que gosto muito do outono aqui em londres (há quem diga que é porque antecipo um inverno gelado). mas aqui o outono é mesmo outono. está fresquinho mas não propriamente frio e as árvores têm tantas tonalidades quanto o espectro permite.
em portugal nunca gosto do outono... ainda está muito calor para casacos e a oportunidade de "chutar-folhas-pelo-chão-enquanto-caminho-despreocupadamente-pela-rua" verifica-se,no máximo, durante uma semana. aqui temos relvados de folhas caídas (podem-se até ver as folhas a cair calmamente) e passeios de folhas e ruas de folhas e isto apesar de haver senhores a recolhe-las quase todos os dias...
ainda não consegui que os senhores esquilos me viessem comer à mão mas da próxima vez levo uma noz a ver se seduzo algum... (as más línguas dizem que não são só os touros que têm aversão ao vermelho. eu digo que estava smashing!)
9 de outubro de 2008
6 de outubro de 2008
nos ouvidos...
enquanto o domingo passa, cinzento e outonal, enquanto cheiro a roupa lavada e quente ainda...
Discover Cocoon!
Discover Cocoon!
29 de setembro de 2008
cookies
o meu bloco de apartamentos cheira a bolos.e não é como o outro que é mais bolos. cheira mesmo a massa e a canela e a doce. por baixo do bloco de apartamentos B (o meu), há um Tesco Express (muito útil quando às 10 da noite nos lembramos que ainda não temos sal) com pastelaria própria. isso quer dizer que, logo pela manhã, já dentro do elevador, já se cheira pão fresco (que apesar de ser muito mau cheira ao mesmo que o nosso) e depois, à hora de almoço, cheira já a açúcar derretido e a canela, abrindo o apetite para dentadas mais gulosas.
e depois o quarto, com a janela a pedir sol e luz e a cidade que me puxa a conhecê-la...
e depois o quarto, com a janela a pedir sol e luz e a cidade que me puxa a conhecê-la...
grab a cookie and go
26 de setembro de 2008
esta manhã
esta manhã, estava sol quando acordei.... e, o dia que se suspeita bom, acabou de melhorar!
Discover Róisín Murphy!
Discover Róisín Murphy!
24 de setembro de 2008
ah e tal, cheguei!
sim, cheguei! não foi hoje mas também não interessa nada que o importante é que já cá estou e já tenho tecto.
sim, é verdade! a saga teve finalmente um fim e, parece-me, que satisfatório.
esta é a pracinha de onde apanho o bus para tudo o que é sítio (e acreditem que, nos últimos dias, tenho andado mais de bus que em cinco anos no porto!!!)
o meu poiso é nessa rua da direita, no cruzamento. mesmo a seguir a esses telhados (o senhor não tinha uma lente boa o suficiente para o meu poiso :p)
mais notícias sobre eu estar a babar com a universidade, é só ligarem os telejornais. decerto que as inundações já são notícia ;)
sim, é verdade! a saga teve finalmente um fim e, parece-me, que satisfatório.
esta é a pracinha de onde apanho o bus para tudo o que é sítio (e acreditem que, nos últimos dias, tenho andado mais de bus que em cinco anos no porto!!!)
o meu poiso é nessa rua da direita, no cruzamento. mesmo a seguir a esses telhados (o senhor não tinha uma lente boa o suficiente para o meu poiso :p)mais notícias sobre eu estar a babar com a universidade, é só ligarem os telejornais. decerto que as inundações já são notícia ;)
22 de setembro de 2008
Go!
daqui a umas horas já estarei em londres... e depois.... depois não sei mas será muito bom de certeza absoluta!
i'll keep you posted! ;)
i'll keep you posted! ;)
20 de setembro de 2008
Set...
a mala está mais ou menos feita... digo mais ou menos porque entre pesagens e mudanças de sítios da dita e de coisas e coisinhas que afinal ficaram de fora da mala e têm de se levar e de outras que vão, definitivamente ficar por cá, já passaram umas duas horas e ainda sinto que me vou esquecer de qualquer coisa importantíssima....
como uma web cam e uma cafeteira (eu sabia que me tinha esquecido de algo importante!!!)
como uma web cam e uma cafeteira (eu sabia que me tinha esquecido de algo importante!!!)
já tenho saudadinhas...
espero-vos por lá!
espero-vos por lá!
19 de setembro de 2008
Ready.....
ora então em londres estão os módicos valores de 17/18 graus de temperatura... coisa "simpática" se considerarmos que os últimos dias em portugal são de VERÃO!!!
já estou mesmo a ver... primeira semana, procura de casa e constipação à minha espera...
sim, ainda estou à procura de casa... e sublinho o ainda... já me disseram que as estações de metro são sítios simpáticos para tirar uma soneca enquanto nos abrigamos da chuva :p
a mala já está aberta no meio do quarto, rodeada de montinhos de roupa que, supostamente, vão entrar lá para dentro...
e pronto... já está quase tudo pronto... últimas despedidas e aí vou eu...
já estou mesmo a ver... primeira semana, procura de casa e constipação à minha espera...
sim, ainda estou à procura de casa... e sublinho o ainda... já me disseram que as estações de metro são sítios simpáticos para tirar uma soneca enquanto nos abrigamos da chuva :p
a mala já está aberta no meio do quarto, rodeada de montinhos de roupa que, supostamente, vão entrar lá para dentro...
e pronto... já está quase tudo pronto... últimas despedidas e aí vou eu...
(tá quaaaaaaase!!!!!!)
14 de setembro de 2008
apertos
19 de agosto de 2008
dragões há muitos!
interrompendo a busca de um tecto em terras de sua majestade, fui ver dragões por lisboa (a prova de que dragões há muitos e de que não estão todos a norte).

nunca tinha ido ao oceanário, confesso... mea culpa, eu sei... mas aproveito estes dias de férias "forçadas" para colmatar todas essas faltas.
pelo oceanário lá estavam o eusébio e a amália conquistando fotografias e vídeos caseiros (que um dia ninguém terá paciência para ver). muita criança e muito bebé a achar mais fascinante as grades e o espaço para correr que propriamente a peixarada (havia até quem gritasse de terror ante o peixe-lua).
para rematar, um passeio de teleférico para completar o papel de turista que nunca veio a lisboa.
acho que só me faltam 450 pontos turísticos em lisboa para completar a ronda ;)

nunca tinha ido ao oceanário, confesso... mea culpa, eu sei... mas aproveito estes dias de férias "forçadas" para colmatar todas essas faltas.
pelo oceanário lá estavam o eusébio e a amália conquistando fotografias e vídeos caseiros (que um dia ninguém terá paciência para ver). muita criança e muito bebé a achar mais fascinante as grades e o espaço para correr que propriamente a peixarada (havia até quem gritasse de terror ante o peixe-lua).
para rematar, um passeio de teleférico para completar o papel de turista que nunca veio a lisboa.
acho que só me faltam 450 pontos turísticos em lisboa para completar a ronda ;)
11 de agosto de 2008
cha cha cha cha changing
primeira mudança finalizada (pelo menos oficialmente!).
eu já devia estar habituada a tantas mudanças. a atirar com as tralhas para trás das costas e preparar-me para assentar arraiais noutras paragens... mas, novamente, admiro-me com a quantidade de tralha que uma pessoa acumula. e, desta vez, foram "só" dois anos!
e agora preparo-me para o grande salto. de olhos bem abertos, preparo-me para a grande mudança.
mas, por enquanto, agosto arrasta-se (pouco calorento) pelos dias que me faltam por cá...
Discover David Bowie!
eu já devia estar habituada a tantas mudanças. a atirar com as tralhas para trás das costas e preparar-me para assentar arraiais noutras paragens... mas, novamente, admiro-me com a quantidade de tralha que uma pessoa acumula. e, desta vez, foram "só" dois anos!
e agora preparo-me para o grande salto. de olhos bem abertos, preparo-me para a grande mudança.
mas, por enquanto, agosto arrasta-se (pouco calorento) pelos dias que me faltam por cá...
Discover David Bowie!
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