in repeat in my head
5 de setembro de 2012
14 de agosto de 2012
19 de julho de 2012
2 de julho de 2012
23 de junho de 2012
1 de junho de 2012
empurra-me contra a parede branca. tapa-me a boca com força enquanto te puxo para mim. não deixes que te murmure obscenidades susceptíveis de serem ouvidas do outro lado da porta fechada. a camisa rasga por onde te agarro. mordes-me em resposta. guias a minha mão numa imposição, viras-me do avesso e libertas-me das regras.
penso por momentos quem estará, ignorante, do lado de lá desta parede. empurro-te de seguida, num jogo cujas regras nunca discutimos e que aprendemos a jogar numa outra vida.
penso por momentos quem estará, ignorante, do lado de lá desta parede. empurro-te de seguida, num jogo cujas regras nunca discutimos e que aprendemos a jogar numa outra vida.
guardo ainda na boca o sabor do teu corpo
28 de maio de 2012
um arrepio que me percorre. iluminar-te por dentro com a surpresa que é a minha pele. os dedos que me percorrem. o contraste entre as duas peles. e o mistério que é o teu sentir. como fechas os olhos e jogas a cabeça para trás quando te toco aqui. e aqui. as mãos que agarram os lençóis. cerras os dentes. mordo-te aqui para que ainda saibas amanhã por onde estive.
traço no teu corpo um mapa exacto, marco o norte para que saiba sempre o sentido certo da migração dos pássaros.
descobrir de novo aquele sítio secreto que é o fim do teu pescoço, o início dos teus ombros...
3 de maio de 2012
the first time
a primeira vez que te escrevi não sabia que te ia escrever sempre. que, a partir do momento em que pus no papel o teu nome, te inscrevi em todas as páginas que li e todas aquelas que viria a ler. que, cada vez que pegaria numa caneta, as letras do teu nome se desenhariam no ar, antes da tinta tocar o papel.
também não sabia que, se te tocasse, o que há de humano em mim morreria e que te tornarias num animal que me habita. que não me deixarias mais dormir nem sossegar. que os meus dias deixariam de ter noites e que a luz constante passaria a torturar-me o sono.
também não sabia que, se te tocasse, o que há de humano em mim morreria e que te tornarias num animal que me habita. que não me deixarias mais dormir nem sossegar. que os meus dias deixariam de ter noites e que a luz constante passaria a torturar-me o sono.
que as palavras voltariam a transbordar como se nunca me tivessem deixado.
16 de abril de 2012
ter duas vidas. ser o fantasma de mim própria e habitar duas cidades tão diferentes.
conto os segundos que passam pela arritmia cardíaca que se instalou no meu peito. há papéis que represento a custo e os diálogos parecem-me dessincronizados. a tua boca mexe mas dela não sai qualquer som.
as tuas palavras chegam-me quando já estou sentada no metro e sigo pela cidade subterrânea. e não adiantam nada porque já estás longe de onde estou. porque vais sempre dois passos à minha frente...
i broke it and i can't fix it.
conto os segundos que passam pela arritmia cardíaca que se instalou no meu peito. há papéis que represento a custo e os diálogos parecem-me dessincronizados. a tua boca mexe mas dela não sai qualquer som.
as tuas palavras chegam-me quando já estou sentada no metro e sigo pela cidade subterrânea. e não adiantam nada porque já estás longe de onde estou. porque vais sempre dois passos à minha frente...
i broke it and i can't fix it.
9 de abril de 2012
You can get addicted to a certain kind of sadness
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened
And that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger
And that feels so rough
4 de abril de 2012
render-me lentamente a este demónio que vive dentro de mim e me puxa as terminações nervosas com uma só mão. a cabeça inclina-se para trás e uma vertigem percorre o corpo. sussurro-te baixinho o que sei que queres ouvir. a palavra-passe para que deixemos aquilo que nos torna racionais no chão, como trapos velhos. aqui, agora, não há nada que não seja animal.
uma mão que rapidamente me puxa o cabelo, outra que me empurra contra a parede. novamente, a palavra-passe. desta vez olhando-te nos olhos. para que saibas que falo a sério. agarro na tua mão e conduzo-a por mim. sabes demasiado bem a minha cartografia pessoal, sem que nunca me tenhas visitado.
sem hesitações, as palavras certas. o desvendar de um segredo
e uma frase que não encontra o fim
uma mão que rapidamente me puxa o cabelo, outra que me empurra contra a parede. novamente, a palavra-passe. desta vez olhando-te nos olhos. para que saibas que falo a sério. agarro na tua mão e conduzo-a por mim. sabes demasiado bem a minha cartografia pessoal, sem que nunca me tenhas visitado.
sem hesitações, as palavras certas. o desvendar de um segredo
e uma frase que não encontra o fim
30 de março de 2012
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